Novos medicamentos para tratar câncer de mama e osteoporose terão cobertura dos planos de saúde. A decisão foi tomada na última sexta-feira, 19, durante uma reunião da diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que aprovou a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.
Um dos medicamentos incluídos é o abemaciclibe, voltado para pacientes com câncer de mama precoce. As novas diretrizes indicam que esse remédio deve ser utilizado em casos de câncer inicial que apresentam alto risco de recorrência. Especificamente, o abemaciclibe é destinado a pacientes cujos tumores são sensíveis a hormônios, possuem receptor hormonal positivo e são HER2 negativos, com células cancerígenas presentes nos linfonodos.
O segundo medicamento, romosozumabe, destina-se a mulheres com osteoporose grave na pós-menopausa. Ele será indicado em situações onde outros tratamentos já se mostraram ineficazes, como em casos de duas ou mais fraturas durante o tratamento. Além disso, romosozumabe pode ser prescrito para pacientes que sofrem uma fratura após pelo menos um ano de tratamento para osteoporose, desde que haja uma perda significativa de densidade mineral óssea, definida como uma redução de mais de 5% em qualquer local analisado. É importante que essas pacientes tenham aderido bem ao tratamento e que não haja causas secundárias para a perda de massa óssea.
A inclusão desses medicamentos é um avanço significativo no tratamento dessas condições, oferecendo novas opções para os pacientes que necessitam delas.