05/02/2026
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Apple condenada a pagar $634 milhões à Masimo por disputa de patente

A Apple vai ter que pagar uma multa de 634 milhões de dólares após um julgamento de um júri na Califórnia. Ele concluiu que o Apple Watch infringiu a patente de monitoramento de oxigênio no sangue da empresa Masimo. O foco do caso é o modo de treino do relógio e as notificações de frequência cardíaca. O júri decidiu que essas funções violaram a propriedade intelectual da Masimo.

Esse veredito se aplica a cerca de 43 milhões de unidades do Apple Watch vendidas entre 2020 e 2022. Essa é a parte mais recente, e a mais cara, de uma série de disputas legais que envolvem acusações de roubo de patentes e segredos comerciais.

A Masimo considera essa decisão uma “grande vitória” para a proteção de sua tecnologia. A empresa ressaltou a importância de defender inovações que ajudam pacientes. Em um comunicado, reafirmou seu compromisso em proteger seus direitos de propriedade intelectual.

Como era de se esperar, a Apple não concorda com a decisão. A empresa argumenta que seu dispositivo não pode ser classificado como um “monitor de paciente”, uma expressão que ela diz ser usada para dispositivos clínicos contínuos. Um porta-voz afirmou que o veredito é “contrário aos fatos” e que a empresa planeja recorrer.

Além disso, a Apple indicou que a patente contestada expirou em 2022 e se refere a tecnologias antigas de monitoramento de pacientes. A empresa também destacou que a Masimo, que não vende produtos para consumidores, processou a Apple várias vezes nos últimos seis anos. Muitas das mais de 25 patentes que a Masimo alegou serem violadas foram consideradas inválidas.

Essa disputa sobre a tecnologia de oximetria é longa. A Masimo já havia acusado a Apple de contratar seus funcionários, incluindo seu diretor médico, para desenvolver tecnologias concorrentes. Em 2023, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA decidiu a favor da Masimo, proibindo temporariamente a Apple de importar Apple Watches com recursos de monitoramento de oxigênio.

A Apple contornou essa proibição em agosto, transferindo os cálculos de oxigênio no sangue para o iPhone emparelhado, em vez de fazê-los no próprio relógio. A Masimo não vai desistir facilmente. Agora, a empresa está processando a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA por permitir essa nova implementação da Apple, enquanto esta última recorre da proibição original de importação.

A Apple também teve uma pequena vitória nesse conflito, recebendo 250 dólares após o júri considerar que a Masimo infringiu as patentes de design da Apple. Essa disputa demonstra a crescente importância da tecnologia de monitoramento de saúde no mercado de dispositivos vestíveis. As empresas estão dispostas a ir longe para proteger ou desafiar inovações nessa área.

No cenário mais amplo, o uso de tecnologia de saúde em dispositivos como o Apple Watch tem atraído muita atenção. Muitas pessoas buscam esses gadgets para monitorar sua saúde e bem-estar. Isso também mostra como as inovações na área médica estão sendo incorporadas ao dia a dia.

Recentemente, outras tecnologias como o Snapchat e o WhatsApp também foram integradas ao Apple Watch. Com a nova atualização, é possível responder mensagens no WhatsApp diretamente do relógio, sem precisar usar o celular. Isso é muito prático e demonstra como as funcionalidades dos dispositivos estão se expandindo.

No fim das contas, essa batalha entre a Apple e a Masimo exemplifica como as empresas estão enfrentando desafios legais em um ambiente de inovações rápidas. Embora a tecnologia de saúde tenha ganhado espaço, as disputas em torno dos direitos de propriedade intelectual são frequentes.

Esse caso enfatiza a necessidade de proteção legal para inovações tecnológicas que na verdade podem beneficiar a saúde pública. As empresas precisam estar cientes de que, ao investir em novas tecnologias, também estarão entrando em um campo de competição acirrada. Ter um bom suporte jurídico pode ser crucial para garantir o sucesso no mercado.

A luta pelo controle das tecnologias de monitoramento de saúde mostra que o setor está em rápida evolução e que as empresas devem estar sempre atualizadas com as leis e regulamentos. Isso ajudará a evitar problemas como os enfrentados pela Apple e pela Masimo.

Por fim, essa situação pode trazer mudanças significativas para o futuro dos dispositivos vestíveis, tanto em termos de inovação quanto em desafios legais. As próximas disputas entre as empresas certamente vão moldar o cenário de como essas tecnologias se desenvolvem e se integram ao cotidiano das pessoas.

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