Um júri federal na Califórnia decidiu, na última sexta-feira, que a Apple deve pagar à empresa de tecnologia médica Masimo a quantia de US$ 634 milhões. A decisão foi tomada com base na violação de uma patente relacionada à tecnologia de leitura de oxigênio no sangue.
O júri confirmou que o modo de treino do Apple Watch e as notificações de frequência cardíaca infringiram os direitos de patente da Masimo, segundo informações divulgadas por um porta-voz da empresa. Em resposta, a Apple manifestou sua discordância em relação ao veredicto e informou que planeja recorrer da decisão.
Um representante da Apple destacou que a Masimo já processou a empresa diversas vezes ao longo dos últimos seis anos, reivindicando mais de 25 patentes, muitas das quais foram consideradas inválidas. Ele também ressaltou que a patente em questão havia expirado em 2022 e se referia a tecnologias de monitoramento de pacientes mais antigas.
A Masimo, localiza em Irvine, Califórnia, considerou o veredicto uma conquista importante em sua luta para proteger suas inovações e propriedade intelectual. A disputa judicial entre as duas empresas é parte de um conflito mais amplo, no qual a Masimo acusa a Apple de contratar seus ex-funcionários e utilizar sua tecnologia de oximetria de pulso nos Apple Watches.
Recentemente, um tribunal de comércio dos EUA decidiu impedir a importação dos novos modelos de smartwatches Apple Series 9 e Ultra 2, após concluir que a tecnologia utilizada pela Apple infringia as patentes da Masimo. Para evitar essa proibição, a Apple retirou temporariamente a tecnologia de leitura de oxigênio do sangue de seus relógios. Em agosto, a empresa reintroduziu uma versão atualizada da função após obter autorização da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
Além disso, a Comissão de Comércio Internacional (ITC) anunciou que irá conduzir um novo processo para avaliar se os relógios atualizados da Apple devem enfrentar a proibição de importação. A Masimo também entrou com uma ação contra a decisão da alfândega, enquanto a Apple questiona a proibição em um tribunal federal.
Em um caso anterior relacionado a segredos comerciais, um juiz da Califórnia anulou um julgamento contra a Apple, depois que o júri não conseguiu chegar a um veredicto unânime. A disputa entre essas duas gigantes da tecnologia continua, refletindo a complexidade e a frequência das batalhas judiciais na área de propriedade intelectual.