A plataforma cidadã Huesca Suena apresentou propostas que foram aceitas pelo partido Aragón Existe. As sugestões incluem a criação de um trem de cercanias entre Huesca e Zaragoza e a transformação do aeroporto de Monflorite em um campus universitário.
As duas propostas foram discutidas em um encontro entre representantes de ambos os grupos, coordenado por Valero Aguayos, que é candidato a deputado pela província de Huesca nas eleições regionais marcadas para 8 de fevereiro.
Aragón Existe informou que essas propostas já haviam sido defendidas na Assembleia de Aragão durante a última legislatura, mas não tiveram o apoio esperado do governo liderado por Jorge Azcón.
Valero Aguayos destacou a importância de Huesca no desenvolvimento de uma região mais equilibrada e interconectada. Ele elogiou Huesca Suena pelo esforço em melhorar a cidade e expressou apoio às ideias apresentadas.
O trem de proximidade Huesca-Zaragoza visa facilitar a mobilidade de pessoas que fazem esse trajeto diariamente, ajudando a diminuir o número de carros que atualmente circulam entre as duas cidades, que é de cerca de 5.000 veículos por dia. Aguayos afirmou que, caso o Ministério de Transportes não se comprometa a implementar essa linha, o governo aragonês deve buscar uma parceria para que isso se torne realidade.
A segunda proposta envolve a utilização do aeroporto de Huesca-Monflorite, que clama por uma nova direção devido a suas perdas financeiras. Aguayos sugere que o local se torne um campus voltado à formação de pilotos. Ele ressaltou que essa ideia foi descartada pelo governo anterior, mas que deveria ser considerada como uma oportunidade de impulsionar a economia local, semelhante a projetos já implementados em Teruel e Zaragoza.
Durante a reunião, também foram discutidos problemas relacionados à falta de moradia pública em Huesca. Daniel Ferraz, o terceiro na lista de candidatos de Aragón Existe, apontou que os preços para aluguel e compra de imóveis na cidade são mais altos do que em Zaragoza, o que dificulta a permanência dos moradores na região. Ferraz afirmou que, sem boas opções de transporte para Zaragoza e moradias mais acessíveis, a permanência dos cidadãos em Huesca se torna um desafio, levando muitos a considerar a migração.