09/02/2026
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Atenção: adiar o alarme do celular pode prejudicar a saúde cardíaca

O dia começa com o som do despertador, e muitos aproveitam para apertar o botão “soneca” várias vezes antes de finalmente se levantar. Essa prática, comum em ambientes urbanos e entre pessoas com rotinas de trabalho intensas, pode parecer inofensiva, mas traz alertas importantes para a saúde.

Especialistas afirmam que adiar o despertar pode afetar a sensação de descanso e acarretar problemas de saúde. Segundo o radiologista José Manuel Felices, cada vez que o alarme toca e é silenciado, a pressão arterial sofre uma alta. Isso ocorre porque o corpo reage como se estivesse sendo exposto a um estresse repetido, mesmo antes do dia realmente começar.

Quando o alarme toca, o cérebro interrompe o ciclo do sono. Se a pessoa volta a dormir, o corpo tenta reiniciar esse ciclo, mas é cortado novamente, o que gera microdespertares e fragmenta o sono. O sono não é a mesma coisa durante toda a noite; ele possui estágios, como o sono profundo e o sono REM, que são essenciais para a recuperação do corpo e da mente. Quando esses ciclos são interrompidos com frequência, o descanso se torna superficial, mesmo que a pessoa tenha passado um bom tempo na cama.

Além disso, essa fragmentação do sono aumenta os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Manter esses níveis elevados logo pela manhã pode elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, sobrecarregando o sistema cardiovascular.

Não dormir bem não traz apenas sensação de cansaço durante o dia. Neurologistas e cardiologistas alertam que a interrupção constante do sono pode desregular os ritmos circadianos, contribuindo para problemas como hipertensão, resistência à insulina, alterações nos níveis de colesterol e um maior risco de arritmias. A longo prazo, a falta de sono reparador está relacionada a doenças cardíacas graves, como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

O uso do celular como despertador pode agravar essa situação. Manter o aparelho ao lado da cama aumenta a exposição à luz azul, que interfere na produção de melatonina, hormônio que regula o sono. Além disso, o recebimento de notificações pode criar uma sensação de alerta que aumenta o estresse.

Para melhorar a qualidade do sono, especialistas sugerem algumas adaptações simples. Recomenda-se programar um único alarme e evitar o uso da função soneca, garantindo de sete a oito horas de sono ininterrupto. Acordar com luz natural ou utilizar lâmpadas que simulam a luz do dia também pode ser uma forma suave de despertar.

Em resumo, manter uma rotina regular de sono é benéfico para o coração e o cérebro. Dormir e acordar nos mesmos horários, sem interrupções, é uma maneira efetiva de cuidar da saúde. Portanto, é importante considerar que cada alarme adiado pode ter um impacto negativo no corpo.

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