07/02/2026
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BrainSTEM Atlas cartografa todas as células do cérebro em desenvolvimento

Resumo: Cientistas criaram um mapa detalhado das células do cérebro em desenvolvimento humano. O novo sistema, chamado BrainSTEM, analisou quase 680 mil células do cérebro fetal para entender seu crescimento e interações, servindo como referência para estudar o desenvolvimento dos neurônios.

Esse mapeamento se concentra nos neurônios dopaminérgicos do cérebro médio, que são as células mais afetadas na doença de Parkinson. Isso oferece aos pesquisadores uma ferramenta poderosa para melhorar as terapias celulares e avaliar modelos de laboratório. O atlas, que é de acesso aberto, estabelece um novo padrão para o mapeamento cerebral e abre caminho para avanços assistidos por inteligência artificial no tratamento de doenças neurodegenerativas.

Fatos Importantes:

  • Mapeamento Abrangente: O BrainSTEM mapeou 680 mil células do cérebro, capturando todos os principais tipos e caminhos de desenvolvimento.
  • Foco na Doença de Parkinson: O atlas identifica neurônios dopaminérgicos essenciais para restaurar o controle do movimento na doença de Parkinson.
  • Padrão de Acesso Aberto: Fornece uma referência global compartilhada para melhorar os modelos cerebrais e acelerar descobertas.

Cientistas da Duke-NUS Medical School, junto com outros parceiros, elaboraram um mapa muito completo das células do cérebro humano em desenvolvimento. Esse atlas inclui quase todos os tipos de células, suas características genéticas e como elas crescem e interagem. Também define os melhores métodos de laboratório para produzir neurônios de alta qualidade, um passo importante para novas terapias para a doença de Parkinson e outros distúrbios cerebrais.

A doença de Parkinson é a segunda mais comum entre os transtornos neurodegenerativos em Cingapura, afetando três em cada mil pessoas com mais de 50 anos. A condição atinge os neurônios dopaminérgicos do cérebro médio, que são essenciais para a liberação de dopamina, um composto químico que controla movimento e aprendizado. Restaurar essas células pode ajudar a reduzir sintomas como tremores e perda de mobilidade.

Para entender melhor como esses neurônios se desenvolvem em laboratório, a equipe da Duke-NUS criou um sistema de mapeamento em duas etapas chamado BrainSTEM (Brain Single-cell Two tiEr Mapping). Com a ajuda de parceiros, incluindo a Universidade de Sydney, eles analisaram quase 680 mil células do cérebro fetal para mapear todo o cenário celular.

A segunda projeção, com maior resolução, foca mais no cérebro médio, localizando os neurônios dopaminérgicos com precisão. Esse “mapa referencial” fornece agora um padrão para cientistas em todo o mundo avaliarem a precisão dos modelos do cérebro médio em comparação ao cérebro humano real.

Dr. Hilary Toh, um dos autores do estudo e candidato a MD-PhD no programa de Neurociências e Transtornos Comportamentais da Duke-NUS, disse que “este projeto baseado em dados ajuda os cientistas a produzirem neurônios dopaminérgicos do cérebro médio que refletem com precisão a biologia humana. Esses enxertos de alta qualidade são fundamentais para aumentar a eficácia da terapia celular e minimizar efeitos colaterais, abrindo caminho para oferecer terapias alternativas para quem vive com a doença de Parkinson.”

O estudo, publicado recentemente, identificou que muitos métodos utilizados para cultivar células cerebrais do cérebro médio também produzem células indesejadas de outras regiões do cérebro. Isso mostra que tanto as técnicas de laboratório quanto a análise de dados precisam ser melhoradas para detectar e remover essas células fora do alvo.

Dr. John Ouyang, cientista sênior do Centro de Biologia Computacional da Duke-NUS e um dos autores seniores do estudo, comentou que “mapear o cérebro em resolução de células únicas permite distinguir populações de células fora do alvo com precisão. Essa riqueza de detalhes celulares fornece uma base crítica para modelos assistidos por IA, que transformarão a forma como agrupamos pacientes e projetamos terapias direcionadas para doenças neurodegenerativas.”

O professor assistente Alfred Sun, também da Duke-NUS, adicionou que “o BrainSTEM marca um avanço significativo na modelagem cerebral. Ao fornecer uma abordagem rigorosa e baseada em dados, acelerará o desenvolvimento de terapias celulares confiáveis para a doença de Parkinson. Estamos estabelecendo um novo padrão para garantir que a próxima geração de modelos para Parkinson reflita verdadeiramente a biologia humana.”

A equipe vai disponibilizar seus atlas cerebrais como referência de código aberto e o processo de mapeamento em múltiplos níveis como um pacote pronto para uso. O BrainSTEM, que pode ser aplicado para identificar qualquer tipo celular no cérebro, permitirá que laboratórios em todo o mundo utilizem essa ferramenta para aprofundar conhecimentos, aprimorar processos e acelerar descobertas na neurociência.

Professor Patrick Tan, Vice-Reitor sênior de Pesquisa da Duke-NUS, disse que “este estudo redefine o padrão ao estabelecer o mapeamento em múltiplos níveis como essencial para capturar detalhes celulares em sistemas biológicos complexos. Ao revelar como o cérebro médio humano se desenvolve em detalhes, aceleraremos a pesquisa sobre Parkinson e terapia celular, proporcionando melhor atendimento e expectativa a pessoas que vivem com essa doença.”

Perguntas Frequentes:

  • O que é o BrainSTEM e o que ele realiza?: O BrainSTEM é uma estrutura de mapeamento de células únicas que traça quase todos os tipos de células no cérebro humano em desenvolvimento, revelando como os neurônios se formam, crescem e interagem em uma resolução sem igual.
  • Como isso pode avançar a pesquisa sobre Parkinson?: O atlas identifica neurônios dopaminérgicos do cérebro médio, que são danificados na doença de Parkinson, ajudando os cientistas a criar substitutos mais precisos para futuras terapias.
  • Por que isso é um grande avanço para a neurociência?: Ao analisar 680 mil células do cérebro, o BrainSTEM estabelece um novo padrão de precisão e transparência no mapeamento cerebral, fornecendo uma referência global para guiar descobertas e medicina regenerativa.

Essa pesquisa é um importante passo na direção de entender melhor o desenvolvimento do cérebro e como podemos lidar com doenças como Parkinson. Com boas ferramentas e mapeamentos, as chances de ajudar quem sofre dessa doença aumentam significativamente.

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