O Governo iniciou neste sábado, 17 de setembro, a vacinação contra a dengue com um novo imunizante 100% nacional, desenvolvido pelo Instituto Butantan. A vacina é de dose única e teve apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para sua produção. A vacinação começa nos municípios-piloto de Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais, focando em pessoas com idades entre 15 e 59 anos.
O principal objetivo dessa campanha é avaliar como a vacina pode impactar a transmissão da dengue, além de coletar informações que ajudem a decidir sobre a expansão da vacinação em outras regiões do país. A partir de amanhã, 18 de setembro, Botucatu, em São Paulo, também se juntará à iniciativa.
Ao longo do próximo ano, uma equipe de especialistas acompanhará as análises. Eles irão monitorar a ocorrência de casos de dengue nas cidades onde a vacina está sendo aplicada e observar qualquer efeito colateral raro que possa ocorrer após a imunização. Essa abordagem de monitoramento é semelhante à que foi utilizada em Botucatu durante a avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta fase inicial da vacinação, um total de 204,1 mil doses será distribuído entre os três municípios. Botucatu receberá 80 mil doses, Maranguape contará com 60,1 mil e Nova Lima terá 64 mil doses. Esse volume é suficiente para garantir a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades. As doses fazem parte de um total de 1,3 milhão produzidas pelo Instituto Butantan.
Para os jovens de 10 a 14 anos, a vacina japonesa continuará a ser oferecida, com um esquema de duas doses. Após ter sido inicialmente disponibilizada apenas em 2.100 municípios prioritários, agora está acessível em mais de 5 mil municípios em todo o país. A vacina contra a dengue será destinada a outros grupos etários, entre 15 e 59 anos, respeitando as diretrizes estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).