O goleiro Bruno Fernandes está prestes a ter uma oportunidade única de se encontrar com seu filho, Bruninho, que tem 15 anos e é jogador do sub-16 do Botafogo. O encontro foi planejado para a tarde desta terça-feira em Copacabana ou no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Este momento é significativo, pois Bruno, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, sempre se referiu a essa possibilidade como uma “chance da vida dele”.
No entanto, o encontro está sujeito a algumas condições impostas pela família de Eliza. A interlocutora que atua nas negociações informou que Bruno deve ir sozinho, sem acompanhantes como filhos, esposa ou advogados. Além disso, ele só receberia informações sobre o local quando já estivesse perto do destino.
Conforme áudios de conversas entre Bruno e a interlocutora, Bruninho enfrentou problemas de saúde recentemente, com febre e ansiedade, por conta da expectativa de encontrar o pai. A mulher também avisou que, se Bruno não aceitasse as condições estabelecidas, perderia a oportunidade de se encontrar com o filho e enfrentaria um bloqueio nas comunicações para futuros encontros.
Em uma das gravações, a interlocutora mencionou que a mãe de Eliza, Sônia Samudio, poderia tomar medidas legais para impedir a aproximação entre pai e filho. Nesse sentido, ela reafirmou que o contato de Bruno com Bruninho foi proibido pela avó materna do adolescente após o assassinato de Eliza, uma decisão que foi respeitada até agora.
A advogada de Bruno, Mariana Migliorini, confirmou as conversas e considerou a situação ameaçadora. Por conta disso, ela orientou seu cliente a não comparecer ao encontro nas condições propostas. Em comunicado, a advogada alegou que Bruno tem enfrentado pressão e que as exigências feitas pela família de Eliza não estão de acordo com as garantias legais, representando riscos para a segurança jurídica e pessoal do goleiro.
Bruno demonstrou interesse em se encontrar e ter um diálogo saudável com Bruninho, porém ressaltou a necessidade de que isso ocorra em um ambiente seguro, sem pressões externas. A comunicação entre eles foi retomada após o caso do passaporte de Eliza.
A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a interlocutora para esclarecer as informações, mas ela negou ter feito qualquer ameaça ou tentativa de intermediação do encontro. A identidade dela será preservada. Sônia, a mãe de Eliza, também foi contatada, mas não se pronunciou até o momento. O espaço continua aberto para qualquer declaração futura.