Os pagamentos do Bolsa Família em 2026 terão início no dia 19 de janeiro e se estenderão até o dia 23 de dezembro. Os depósitos ocorrerão sempre nos dez últimos dias úteis de cada mês, conforme o calendário divulgado pelo governo.
As datas de pagamento são estabelecidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, em parceria com a Caixa Econômica Federal, responsável por realizar os depósitos. O pagamento dos benefícios é feito de forma escalonada, levando em conta o último dígito do NIS (Número de Identificação Social) do cartão do programa. Assim, beneficiários que possuem NIS com final 1 recebem no primeiro dia do calendário do mês, enquanto aqueles com NIS final 0 recebem no último dia.
Para o mês de janeiro, os depósitos acontecerão entre os dias 19 e 30, com a última parcela do ano sendo liberada em 23 de dezembro, respeitando a tradição de efetuar o pagamento antes do Natal.
O calendário de pagamentos para janeiro de 2026 é o seguinte:
– NIS final 1: 19 de janeiro
– NIS final 2: 20 de janeiro
– NIS final 3: 21 de janeiro
– NIS final 4: 22 de janeiro
– NIS final 5: 23 de janeiro
– NIS final 6: 26 de janeiro
– NIS final 7: 27 de janeiro
– NIS final 8: 28 de janeiro
– NIS final 9: 29 de janeiro
– NIS final 0: 30 de janeiro
O Bolsa Família é um programa de transferência de renda criado em 2003, dentro do Programa Fome Zero, e tem como objetivo ajudar famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. O benefício é gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e os pagamentos são realizados pela Caixa Econômica Federal.
Para ter direito ao Bolsa Família, as famílias devem estar cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O cálculo da renda familiar é feito somando os rendimentos de todos os moradores da casa e dividindo o total pelo número de pessoas que residem no local. É importante destacar que não são considerados no cálculo indenizações, benefícios temporários e valores recebidos de programas de transferência de renda, como o próprio Bolsa Família.
Além do critério de renda, as famílias precisam cumprir algumas condições nas áreas de saúde e educação. Isso inclui acompanhar o pré-natal de gestantes, garantir a vacinação de crianças e manter uma frequência escolar mínima: 60% para crianças de quatro a cinco anos e 75% para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos.
A atualização do Cadastro Único é essencial para que as famílias não percam o benefício. Esta atualização deve ser realizada pelo responsável familiar em um ponto de atendimento do sistema assistencial, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
Os beneficiários podem sacar o Bolsa Família através da Caixa Econômica Federal, principalmente pelo aplicativo Caixa Tem, que permite movimentar o dinheiro sem precisar ir até uma agência. Também é possível realizar o saque em caixas eletrônicos, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da Caixa, utilizando o cartão do Bolsa Família ou o Cartão do Cidadão.
O valor mínimo garantido pelo Bolsa Família é de R$ 600 por família. Adicionais podem ser pagos conforme a composição familiar. O programa inclui o Benefício de Renda de Cidadania, que paga R$ 142 por integrante da família. Se a soma dos valores não atingir R$ 600, o Benefício Complementar cobre a diferença.
Além disso, existem outros benefícios, como o Benefício da Primeira Infância, que destina R$ 150 para cada criança de zero a seis anos, e o Benefício Variável Familiar, que oferece R$ 50 para cada criança entre sete e 12 anos, adolescentes de 12 a 18 anos e gestantes. Famílias com bebês de até seis meses podem receber um adicional de R$ 50, o Benefício Variável Familiar Nutriz, com o objetivo de melhorar a alimentação da mãe que amamenta.