24/02/2026
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Calor pode elevar risco de AVC, alerta neurocirurgião

Aumento de Casos de AVC no Verão: Fatores de Risco e Prevenção

Durante o verão, a incidência de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) tende a aumentar. Essa informação é do neurocirurgião Orlando Maia, que atua no Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro. Maia alerta que as altas temperaturas e a desidratação, comuns neste período, são principais fatores que contribuem para esse aumento.

O calor provoca a desidratação das células, o que pode levar a um aumento na coagulação do sangue. Com o sangue mais espesso, há um maior risco de formação de coágulos, que estão diretamente relacionados ao AVC. Existem dois tipos principais de AVC: o hemorrágico, que ocorre quando um vaso cerebral se rompe e representa cerca de 20% dos casos, e o isquêmico, que é mais comum e ocorre quando um vaso se entope devido à formação de um coágulo.

Além da desidratação, Maia destaca que a pressão arterial também tende a sofrer alterações durante o verão. Com as temperaturas elevadas, os vasos sanguíneos se dilatam, o que pode fazer a pressão arterial cair. Essa redução pressiona a formação de coágulos e pode ainda desencadear arritmias, que são irregularidades nos batimentos cardíacos.

Outro fator que contribui para o aumento de AVCs durante o verão é a mudança nos hábitos das pessoas. Em época de férias, muitos relaxam nos cuidados com a saúde, frequentemente consumindo mais álcool, que pode piorar a desidratação e aumentar o risco de arritmias. A falta de cuidados também pode resultar na interrupção de tratamentos médicos, elevando ainda mais o risco.

Doenças comuns durante o verão, como gastroenterite, insolação e os efeitos do esforço físico excessivo, também podem elevar a vulnerabilidade ao AVC. A exposição ao tabagismo, que é uma importante causa externa de AVC, está relacionada a doenças cerebrovasculares, como aneurismas, que podem ser potencializados pela nicotina.

Com o crescente número de casos de AVC em pessoas com menos de 45 anos, o Hospital Quali Ipanema, por exemplo, tem registrado cerca de 30 atendimentos a pacientes com essa condição por mês no verão, o dobro da média em outras épocas do ano. O médico enfatiza que o AVC é uma das doenças mais comuns no mundo e que uma em cada seis pessoas poderá sofrer um AVC em algum momento da vida.

O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo. Quando não resulta em morte, pode deixar a pessoa com graves sequelas, como dificuldades de movimento e fala, exigindo o cuidado de familiares.

Para prevenir um AVC, Maia recomenda a adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada, controle da pressão arterial, adesão ao tratamento médico e a interrupção do tabagismo. Hoje, existem opções de tratamento para AVC, e a rapidez no atendimento é crucial para a eficácia desses procedimentos. Um dos tratamentos consiste na administração de medicamentos que dissolvem coágulos, e outro envolve a remoção destes por meio de um cateter.

Os sintomas de um AVC incluem paralisia súbita de um lado do corpo, fala embolada, perda de visão e tonturas intensas. Esses sinais exigem urgência médica imediata. O neurocirurgião reforça a necessidade de rapidez na busca por atendimento, pois essa condição é uma emergência e requer ação rápida para minimizar os danos.

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