21/03/2026
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Calor pode elevar risco de AVC, alerta neurocirurgião

Durante o verão, o número de casos de acidente vascular cerebral (AVC) tende a aumentar, segundo o neurocirurgião Orlando Maia, que atua no Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro. O calor característico da estação é um fator que contribui para esse aumento, pois provoca desidratação nas células do corpo, o que pode aumentar a concentração do sangue e facilitar a formação de coágulos. Esses coágulos são uma das principais causas do AVC, que pode ser classificado em dois tipos principais: o AVC hemorrágico, que ocorre devido ao rompimento de um vaso sanguíneo, e o AVC isquêmico, que é o mais comum e ocorre quando um coágulo bloqueia um vaso.

O médico esclarece que a desidratação faz com que o sangue fique mais espesso, favorecendo a trombose. Durante o verão, a pressão arterial também tende a diminuir, já que os vasos sanguíneos se dilatam para se adaptar ao calor. Essa dilatação pode, por sua vez, aumentar o risco de formação de coágulos e de arritmias — um problema que ocorre quando o coração não bate em seu ritmo normal.

Outro fator preocupante é que muitas pessoas descuidam da saúde no verão, especialmente durante as férias. O consumo excessivo de álcool não apenas aumenta a desidratação, mas também pode levar a arritmias e a esquecimentos relacionados à medicação. Além disso, doenças comuns nessa época, como gastroenterites, insolação e fadiga por esforço físico, podem elevar ainda mais o risco de AVC.

O tabagismo também é um fator que contribui para o aumento dos casos de AVC, uma vez que o fumo está associado a doenças cerebrovasculares, como aneurismas. O estilo de vida moderno, juntamente com a presença de doenças crônicas mal controladas, faz com que cada vez mais jovens, especialmente aqueles com menos de 45 anos, apresentem AVC.

No Hospital Quali Ipanema, Maia informa que a média de atendimentos a pacientes com AVC duplica no verão, com cerca de 30 atendimentos mensais. O AVC é uma condição comum que, de acordo com o médico, pode afetar uma em cada seis pessoas ao longo da vida. Além de ser uma das principais causas de morte e incapacitação no mundo, o AVC pode resultar em longas recuperações que exigem apoio e cuidados de familiares.

A boa notícia, segundo Maia, é que a prevenção é possível. Hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e controle da pressão arterial, podem ajudar a reduzir o risco. Ele ressalta que existem métodos de tratamento eficazes e que a rapidez na busca por ajuda médica é fundamental. Os tratamentos incluem a administração de medicamentos que dissolvem coágulos e, em certos casos, a remoção física dos mesmos por meio de um cateter.

Os sintomas de um AVC são de emergência e podem incluir paralisia súbita de um dos lados do corpo, dificuldade para falar, perda de visão de um dos lados ou tontura intensa. Ao perceber qualquer um desses sinais, é crucial procurar um hospital imediatamente, pois o tratamento precoce pode fazer uma grande diferença na recuperação.

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