17/04/2026
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Câncer de mama em mulheres jovens: entenda o aumento dos casos

entenda por que os casos de câncer de mama são cada vez mais comuns em mulheres jovens

Bruna Furlan, de 24 anos e neta do apresentador Carlos Alberto de Nóbrega, anunciou em suas redes sociais que foi diagnosticada com câncer de mama. O tipo de câncer identificado é o carcinoma mamário invasivo não especial, que é o mais comum entre as mulheres.

Em sua postagem, Bruna informou que iniciará o tratamento imediatamente, que incluirá quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Ela também revelou que infelizmente a doença já apresenta metástase. Bruna decidiu compartilhar sua experiência para conscientizar sobre o aumento do câncer de mama em mulheres mais jovens, algo que a surpreendeu.

Segundo um estudo do Instituto do Câncer, a incidência de câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos vem aumentando de forma alarmante. Em 2009, 7,9% dos diagnósticos ocorreram nesse grupo etário, enquanto em 2020 esse número pulou para 21,8%. Além disso, entre 2016 e 2018, uma pesquisa com cerca de 3 mil mulheres no Brasil mostrou que 43% dos casos de câncer de mama foram diagnosticados em mulheres com menos de 50 anos, e 17% em mulheres abaixo de 40 anos.

Especialistas afirmam que o aumento nos diagnósticos em idades mais jovens pode ser atribuído a dois fatores principais. O primeiro é o estilo de vida, que inclui gravidez tardia, maior índice de sobrepeso, hábitos alimentares inadequados e sedentarismo. O segundo fator é o aprimoramento dos métodos de diagnóstico, que permitem identificar tumores em estágios mais precoces.

É importante ressaltar que o principal sintoma do câncer de mama é a presença de nódulos ou caroços na região das mamas. Além disso, as mulheres podem notar vazamento de líquido, alterações ou retração da pele mamária. A detecção precoce do câncer de mama pode garantir taxas de cura de até 95%.

Atualmente, o câncer de mama é o segundo mais comum entre as mulheres no Brasil, representando 10,5% de todos os diagnósticos. No cenário mundial, a cada ano, cerca de 2,3 milhões de pessoas são diagnosticadas com a doença, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Ministério da Saúde recomenda que mulheres a partir dos 50 anos realizem exames de mamografia a cada dois anos para facilitar a detecção precoce da doença. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo, dependendo da fase do câncer e do tipo de tumor.

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