06/02/2026
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Cão sem dono: filme com Júlio Andrade e Tainá Müller em porto-alegrês

Cão Sem Dono: filmaço com Júlio Andrade e Tainá Müller baseado em Daniel Galera e falado em porto-alegrês

“Cão Sem Dono”: Um Retrato Sensível de Porto Alegre

O filme “Cão Sem Dono” (2006), dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca, é considerado um dos melhores longas-metragens ambientados em Porto Alegre e destaca-se por seu diálogo em “porto-alegrês”. A obra é uma adaptação do livro Até o Dia em que o Cão Morreu, escrito por Daniel Galera.

Disponibilidade e Reconhecimentos

Atualmente, “Cão Sem Dono” pode ser assistido no canal Filmelier+ do Amazon Prime Video, que oferece um teste gratuito de sete dias, além de estar disponível em plataformas de aluguel digital. O filme foi premiado com os troféus Calunga de melhor filme e melhor atriz, este último concedido a Tainá Müller, no Festival Cine PE, realizado em Recife. O longa também recebeu o prêmio da crítica.

Enredo Central

A narrativa gira em torno de Ciro, um jovem tradutor desempregado que vive em isolamento emocional e físico. Sua vida muda completamente quando um vira-latas, chamado “Churras”, e uma modelo, Marcela, entram em sua rotina, obrigando-o a confrontar sua apatia.

Personagens e Atuação

Ciro é interpretado por Júlio Andrade, que já havia atuado em outros filmes e séries, como O Homem que Copiava e Sob Pressão. Tainá Müller, em sua estreia, dá vida à modelo Marcela, que mais tarde se tornaria conhecida por sua atuação na série Bom Dia, Verônica. O cão que interpreta Churras foi adotado de um abrigo.

O Processo de Imersão

Uma das características marcantes do filme é a naturalidade nas cenas, que resulta de um intenso trabalho de preparação por parte de Brant e Ciasca. Os diretores passaram quatro meses em Porto Alegre, vivendo nos locais onde se desenrola a história. Brant destacou a importância da cidade para a produção, mencionando que o roteiro foi um convite para uma experiência mais profunda na capital gaúcha.

Autenticidade e Interação

Durante a produção, a intenção de criar uma atmosfera íntima guiou a selection de elenco e as interações entre os personagens. O porteiro do prédio onde mora Ciro, vivido por Luis Carlos V. Coelho, foi uma descoberta inspirada por um artista coagido pelos diretores em um restaurante local.

Imersão no Papel

Para se preparar para o papel, Andrade se afastou de amigos e familiares e até se mudou para o apartamento de Ciro. O filme se abre com uma cena em que Ciro e Marcela compartilham um café da manhã após uma noite juntos, retratando a intimidade e os conflitos emocionais da relação.

Estilo Narrativo

A narrativa de “Cão Sem Dono” é episódica, refletindo a estagnação da vida de Ciro. O filme evita a trilha sonora predominante, criando um clima sombrio que é aliviado pelas interações dos personagens secundários, como o porteiro e um motoboy.

Comparação com o Livro

Embora o filme permaneça fiel à obra original, a adaptação traz uma versão mais humanizada de Ciro. Ao invés de ser um narcisista distante, ele se mostra vulnerável e sensível. Além de adições à trama, como diálogos e homenagens a outros escritores, a narrativa final enfatiza a jornada emocional do protagonista, que encontra no amor e na amizade a saída de sua solidão.

Conclusão

“Cão Sem Dono” se destaca não apenas como um filme sobre a vida em Porto Alegre, mas também como uma reflexão sobre solidão, amor e a busca por conexões verdadeiras em um mundo que frequentemente parece frio e distante.

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