Os carros elétricos estão se tornando cada vez mais comuns nas cidades. Com isso, a necessidade de infraestrutura de recarga foi crescendo, mas esse avanço trouxe uma dor de cabeça: o furto de cabos de carregamento. Essa situação não só prejudica a confiança de quem usa esses veículos, mas também afeta a rotina de quem precisa recarregar fora de casa e gera perdas para as empresas que investem em carregadores rápidos.
Qual é o impacto do furto de cabos de carregamento para os carros elétricos?
O furto de cabos não é mais algo isolado; se tornou um problema permanente. Desde 2023, várias regiões do mundo, como Europa, América do Norte e América Latina, têm registrado um aumento contínuo desses crimes, especialmente em locais mal iluminados ou com pouco movimento. O que leva alguém a furtar cabos? Geralmente, é o valor do cobre e de outros metais que eles contêm. Cada cabo roubado implica em prejuízos que incluem danos à estação, necessidade de testes de segurança e até perdas financeiras enquanto o equipamento fica fora de operação.
Como o furto de cabos é tratado nas estatísticas e na gestão das redes?
Para as empresas que gerenciam redes de recarga, o furto de cabos aparece junto a outros crimes, como o roubo de catalisadores e baterias. Isso exige uma mudança de mentalidade. As estações de recarga precisam ser vistas como ativos que requerem proteção constante, planos para emergências e orçamentos para reposição, além de colaboração com equipes de segurança.
Quais medidas estão sendo adotadas contra o furto de cabos em estações?
Para combater o furto de cabos, as empresas estão combinando diversas soluções. A ideia é desencorajar o crime e facilitar a investigação, sem afetar a experiência de quem usa os carregadores. Algumas das principais medidas incluem:
- Melhoria da iluminação e vigilância: instalação de holofotes e câmeras de alta definição com monitoramento em tempo real.
- Rastreamento de cabos: utilização de módulos que emitem sinais sempre que um cabo é desconectado de maneira suspeita.
- Marcação e serialização: uso de tintas e códigos únicos para identificar a origem dos cabos em caso de apreensão.
- Cabos reforçados: adoção de materiais mais resistentes e um sistema de fixação mais robusto.
- Sensores de violação: alertas automáticos para abertura não autorizada de tampas ou conectores.
No TikTok, o influenciador Guilherme Pozzatto trouxe à tona o assunto, alertando sobre a segurança e como a infraestrutura pode ser um entrave para a popularização dos veículos elétricos no Brasil.
De que forma a legislação pode ajudar a reduzir esses crimes?
Embora a tecnologia seja fundamental, é necessário atualizar as leis para acompanhar a evolução da mobilidade elétrica. Em vários países, há discussões sobre enquadrar os cabos de carregamento como parte da infraestrutura pública, o que permitiria punições mais severas para vandalismo e furto. Além disso, melhorar o controle sobre a revenda de sucata de cobre ajudaria a coibir o escoamento de materiais roubados.
Como a cooperação entre setor público e privado contribui para a proteção?
A colaboração entre empresas, autoridades policiais e órgãos reguladores está se mostrando uma ferramenta eficaz na prevenção e investigação. Compartilhar informações sobre locais de maior incidência e padrões de atuação torna as operações policiais mais eficientes. Associações de energia, transporte e reciclagem também estão pressionando por normas que aumentem a proteção da infraestrutura.
Como esses furtos afetam a confiança nos donos de carros elétricos?
Os furto de cabos de carregamento vai além dos danos financeiros. Cada estação que fica fora de serviço afeta a confiança dos usuários. Para quem já utiliza essa infraestrutura, ter carregadores indisponíveis significa perder tempo e criar incertezas em viagens mais longas. Por isso, o setor está investindo em cabos mais duráveis, monitoramento avançado e comunicação clara, tratando o furto como um risco a ser gerenciado em meio ao crescimento da mobilidade elétrica.