18/03/2026
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Carta ao ministro: o SUS atual e o ideal para o futuro

ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO SE MANIFESTA AO MINISTRO DA SAÚDE

Durante a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, a Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC) aproveitou a oportunidade para expor publicamente suas preocupações e demandas. A carta foi elaborada para refletir a realidade enfrentada pelos trabalhadores e a necessidade de um Sistema Único de Saúde (SUS) que seja público, estatal e bem financiado.

No comunicado, a ASERGHC destaca que busca um diálogo verdadeiro com o Ministério da Saúde. A associação já havia feito pedidos semelhantes em encontros anteriores, tanto com a ex-ministra Nísia Trindade quanto com o próprio Padilha, em visitas ao Hospital Nossa Senhora da Conceição e ao Hospital Fêmina.

O Grupo Hospitalar Conceição é considerado estratégico para o SUS e atua como referência nacional em assistência, ensino e pesquisa. No entanto, a carta ressalta que o sistema vem enfrentando desafios significativos, como subfinanciamento e aumento da terceirização. Os problemas resultam em precarização das relações de trabalho, sobrecarga dos funcionários e deterioração das interações institucionais.

Embora a ASERGHC reconheça os investimentos recentes do Governo Federal e a expansão de serviços no hospital, os servidores sentem que essas melhorias não foram acompanhadas pela valorização adequada dos trabalhadores. Além disso, eles apontam a falta de clareza nos processos de gestão e a ausência de práticas democráticas de diálogo com as entidades representativas, que enfrentam dificuldades e práticas antissindicais.

Outro ponto agravante destacado na carta é o assédio no ambiente de trabalho, um problema comum entre os servidores. A associação solicita que essa questão seja tratada de forma séria e transparente, junto com a implementação de políticas de prevenção, acolhimento e responsabilização, sempre respeitando os direitos dos trabalhadores.

A ASERGHC acredita em um SUS que respeite os princípios da universalidade, equidade e integralidade, defendendo que um sistema público e estatal deve ser gerido de maneira profissional e transparente, garantindo que a qualidade da assistência dependa da valorização e proteção dos trabalhadores.

Com isso, a associação pede atenção para quatro questões principais:

  1. Aumento das terceirizações, que podem fragilizar vínculos e dividir o cuidado.
  2. Falta de transparência nos processos decisórios e de gestão.
  3. Sobrecarga e adoecimento dos trabalhadores.
  4. Respeito às entidades representativas, com diálogo constante e negociação efetiva.

A ASERGHC espera que a visita do ministro resulte em ações concretas que assegurem um financiamento justo, valorização do trabalho, maior transparência na gestão e relações democráticas. Por fim, a associação reiterou o pedido de uma reunião formal com o Ministério da Saúde, para tratar diretamente sobre as condições de trabalho no Grupo Hospitalar Conceição e o futuro do SUS na instituição.

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