Caucaia, no Ceará, irá implementar um serviço de saúde pioneiro voltado exclusivamente para comunidades quilombolas a partir de janeiro de 2026. A iniciativa, discutida em uma reunião na segunda-feira (22), tem como objetivo atender diretamente 2.615 pessoas que residem em nove territórios quilombolas.
As comunidades que receberão o serviço incluem Capuan, Boqueirão do Arara, Boqueirãozinho, Porteira, Serra do Juá, Cercadão das Nicetas, Serra da Conceição, Serra da Rajada e Deserto. Com este projeto, Caucaia se tornará a primeira cidade no Ceará a oferecer atendimento especializado para estas comunidades.
O novo serviço será disponibilizado por meio de uma unidade móvel de saúde, que contará com uma equipe multiprofissional. Essa equipe estará preparada para atender presencialmente a população quilombola, garantindo acesso contínuo e humanizado aos serviços básicos de saúde, levando em conta as especificidades culturais e territoriais de cada comunidade.
Durante a reunião, o prefeito de Caucaia, Naumi Amorim, se reuniu com o secretário municipal de Saúde, Moacir Soares, o médico quilombola Dr. Diogo Augusto e Cristina Quilombola, representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). Nesses encontros foram discutidos os detalhes da implementação do serviço.
Naumi Amorim destacou a importância deste projeto, afirmando que ele representa um marco no fortalecimento das políticas públicas de saúde voltadas para a equidade. Ele ressaltou que “levar saúde até esses territórios é reconhecer direitos e promover dignidade para personagens que historicamente tiveram menos acesso aos serviços públicos”.
O secretário Moacir Soares também comentou sobre a importância do planejamento técnico do projeto, enfatizando seu caráter inovador. Ele afirmou que a equipe móvel foi estruturada para oferecer um atendimento qualificado, contínuo e humanizado, levando em consideração as realidades de cada território quilombola.
Com essa ação, o município se posiciona como uma referência no Estado, buscando não apenas melhorar a saúde, mas também valorizar e respeitar as particularidades das comunidades quilombolas.