07/02/2026
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Celular antes dos 12 anos: riscos para a saúde mental

Educadores, médicos e psicólogos ainda não chegaram a um acordo sobre a idade ideal para que as crianças comecem a usar celulares. No entanto, um novo estudo publicado recentemente traz dados alarmantes: o uso precoce de smartphones, antes dos 12 anos, pode aumentar o risco de problemas como depressão, obesidade e sono insuficiente.

A pesquisa, que analisou a saúde de 10.500 crianças nos Estados Unidos, foi conduzida pelo Adolescent Brain Cognitive Study (ABCD) e é considerada a mais abrangente sobre o impacto do uso de celulares no desenvolvimento infantil. Os resultados foram divulgados na revista científica Pediatrics.

O principal pesquisador, Ran Barzilay, psiquiatra infantil e adolescente do Hospital Infantil da Filadélfia, comentou a importância de os pais considerarem as implicações para a saúde ao presentear os filhos com um celular. Ele destacou que as necessidades de uma criança de 12 anos são muito diferentes das de um adolescente de 16 anos.

Os pesquisadores afirmam que esses dados são valiosos e devem ajudar os responsáveis a tomarem decisões sobre o uso de smartphones, além de contribuir para políticas públicas que protejam a saúde dos jovens. É importante ressaltar que, embora o estudo indique uma relação entre o uso precoce de smartphones e problemas de saúde mental, não se pode afirmar que um causa o outro diretamente. Pesquisas anteriores já mostraram que crianças e jovens com celulares tendem a socializar menos pessoalmente, praticar menos atividades físicas e dormir menos.

O ABCD é um consórcio que se dedica a investigar a saúde e o desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes, com financiamento do National Institutes of Health (NIH). Jonathan Haidt, psicólogo social e autor do livro A Geração Ansiosa, também comentou sobre a pesquisa, reforçando que a tendência é que crianças que ganham smartphones cedo enfrentem maiores desafios em sua saúde mental na adolescência. Ele sugere que a idade ideal para um primeiro smartphone seja após os 14 anos, para evitar que o uso do aparelho interfira nas atividades essenciais como sono, leitura, exercícios e socialização.

Além disso, resultados preliminares de outro estudo do ABCD indicaram que o uso de redes sociais na adolescência pode afetar negativamente o desempenho cognitivo dos jovens. Uma pesquisa do Pew Research Center revelou que quase todos os adolescentes entre 13 e 17 anos possuem celular. Três quartos deles acessam o YouTube diariamente, e mais da metade usa o TikTok com a mesma frequência. Atualmente, cerca de metade dos adolescentes afirmam que estão online a maior parte do tempo, um aumento significativo em relação a dez anos atrás.

Esses dados levantam preocupações sobre o impacto do uso excessivo de tecnologia na saúde física e mental das novas gerações.

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