O Sindieletro disponibilizou um vídeo explicativo no YouTube para tirar dúvidas sobre o futuro do plano de saúde da Cemig, após um acordo realizado entre entidades representativas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no final de 2025.
A apresentação foi conduzida por Alex Lopes, diretor de Seguridade Social do Sindieletro, e Edvaldo Pereira, diretor de Relações com os Beneficiários da Cemig Saúde. O objetivo foi esclarecer diversos pontos sobre o plano de saúde, como reajustes nas mensalidades, devolução de valores e o processo de transição para os novos planos.
Aqui estão os principais pontos abordados no vídeo:
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O plano de saúde da Cemig vai acabar?
Não. O atual plano, conhecido como PSI, continuará em vigor até a implementação dos novos planos da Cemig Saúde, que está prevista para março de 2026. Todos os atendimentos, consultas e tratamentos seguirão sem interrupções nesse período. -
Quem está em tratamento corre o risco de ter atendimento interrompido?
Não. Todos os tratamentos em andamento estão garantidos durante a transição. O plano de migração para os novos serviços será feito com cuidado para evitar qualquer prejuízo aos beneficiários. -
O reajuste de 60,5% continua valendo?
Sim, mas a cobrança desse reajuste dependerá da escolha do beneficiário. Aqueles que optarem pela devolução dos valores pagos em 2025 não serão cobrados agora, mas futuramente o valor será parcelado em 24 vezes. Já quem recusar a devolução deverá pagar as diferenças acumuladas imediatamente e as mensalidades com o reajuste. -
Quais valores serão devolvidos e quando?
A devolução abrangerá a diferença gerada pelo aumento de 60,5% entre março e novembro de 2025. A devolução está prevista para acontecer em 30 de janeiro de 2026 e considera eventuais boletos em aberto. -
A devolução terá desconto de Imposto de Renda?
Não. Os valores devolvidos têm natureza contábil e, por isso, não incidirá imposto, independente da forma como o crédito seja realizado. -
Ainda é possível recusar o parcelamento depois da devolução?
Sim. Após receber o crédito, o beneficiário pode solicitar a devolução do valor recebido e cancelar o parcelamento futuro. -
Como fica o reembolso de medicamentos no PSI?
Em 2026, o reembolso para medicamentos terá um teto de R$ 100, substituindo o teto anual anterior, o que significa uma redução considerável deste tipo de reembolso. Nos novos planos da Cemig Saúde, não haverá mais reembolsos para medicamentos comuns. -
Medicamentos oncológicos e de alto custo continuam garantidos?
Sim. Esses medicamentos, que são parte das coberturas obrigatórias, não dependem de reembolsos, pois serão fornecidos diretamente pelo plano. -
Como fica o reembolso de tratamento odontológico?
Não haverá mais reembolso de 50% para quem não tem plano odontológico, sendo necessário aderir ao plano oferecido pela Cemig Saúde. Nos novos planos, o reembolso odontológico será eliminado. -
Já existem valores definidos para os novos planos?
Não. Os valores das mensalidades ainda estão sendo definidos, considerando o número de beneficiários e dados atuariais. As entidades envolvidas estão comprometidas em criar planos mais acessíveis, apoiados por um subsídio de R$ 1,28 bilhão do acordo. -
Como será a migração para os novos planos?
Quando os novos planos forem estabelecidos, os beneficiários serão automaticamente migrados para um plano base ou intermediário. Haverá um prazo para que possam optar por um plano diferente, dependendo de suas necessidades e capacidades financeiras. -
É possível permanecer no PSI antigo?
Não. O prazo para recusa do acordo das entidades foi encerrado em 31 de dezembro de 2025, e a permanência no PSI antigo não é viável devido ao baixo número de beneficiários. -
Como ficam os boletos em aberto?
Os boletos comuns seguem a regra de exclusão após dois vencimentos. Já os boletos de parcelamento não podem atrasar sob risco de exclusão imediata. É importante manter os pagamentos em dia.
O acordo entre as entidades representativas foi fundamental para garantir a continuidade do plano, protegendo os beneficiários de consequências mais severas. A sustentabilidade do plano depende também do engajamento dos beneficiários, que devem acompanhar as informações e utilizar o plano de maneira responsável.
Para mais atualizações e esclarecimentos, os beneficiários podem acessar o canal do Sindieletro no YouTube.