30/03/2026
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Centro de convivência melhora cuidado em saúde mental no Recife

Inauguração do Centro de Convivência em Saúde Mental Miró da Muribeca em Recife

Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, o prefeito de Recife, João Campos, inaugurou o Centro de Convivência em Saúde Mental Miró da Muribeca, localizado no bairro do Espinheiro, na Zona Norte da cidade. Esta é a segunda unidade da rede municipal dedicada à saúde mental, que busca proporcionar cuidados a pessoas que enfrentam sofrimento psicológico, sem que seja necessário o internamento.

Durante a cerimônia de abertura, o prefeito enfatizou a importância de ampliar o apoio à saúde mental. “Estamos investindo cada vez mais nesse aspecto em Recife. A nova unidade irá oferecer suporte a pessoas que estão passando por dificuldades emocionais, utilizando a convivência, a arte e atividades em grupo como parte do tratamento”, declarou João Campos.

O centro atende homens e mulheres a partir de 18 anos e oferece diversas oficinas—artísticas, culturais e corporais—que promovem não apenas o convívio, mas também a cidadania e a geração de renda. Além disso, a iniciativa visa combater estigmas associados a transtornos mentais e ao uso abusivo de substâncias.

O investimento total para a instalação do Centro de Convivência foi de cerca de R$ 900 mil, que foram utilizados para reformar o espaço, estruturar os serviços e contratar uma equipe de profissionais. Este centro conta com 26 colaboradores e tem capacidade para atender até 60 pessoas diariamente, oferecendo uma média de 1.400 atividades a cada mês.

Luciana Albuquerque, secretária de Saúde do Recife, ressaltou o impacto positivo do novo centro. “Essa unidade amplia o cuidado em saúde mental na cidade e é um avanço relevante, especialmente para aqueles que são referenciados pela rede, incluindo moradores de residências terapêuticas”, afirmou.

O Centro de Convivência Miró da Muribeca se une a outros serviços já existentes, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e mais de 50 residências terapêuticas, que juntos acolhem cerca de 300 pessoas.

Alyne Lima, coordenadora de Políticas Públicas de Saúde Mental do município, também falou sobre o papel da arte no processo de recuperação. “A arte é fundamental, pois ajuda as pessoas a se realizarem, além de fortalecer sua convivência social e autonomia”, afirmou.

Com essa iniciativa, Recife avança na construção de uma rede de atendimento em saúde mental mais robusta, oferecendo novos caminhos para a reabilitação e inclusão social.

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