06/02/2026
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Cientistas sugerem a existência de um sétimo sentido humano

Mão direita de pessoa com manga roxa apoiada sobre areia fina com ondulações paralelas.

Cientistas do Reino Unido descobriram que os seres humanos podem ter um sétimo sentido, chamado de “tato remoto”. Essa habilidade permite detectar objetos escondidos sem precisar tocá-los diretamente. A ideia foi inspirada em aves costeiras, como o maçarico-de-perna-amarela, que conseguem identificar presas debaixo da areia.

O tato remoto funciona através de pequenas vibrações transmitidas pelo meio, quando um movimento é feito próximo ao objeto oculto. Essa nova forma de percepção se adiciona aos sentidos tradicionais: tato, audição, visão, paladar, olfato e a propriocepção, que ajuda o cérebro a identificar a posição das partes do corpo sem olhar.

A descoberta foi apresentada durante a Conferência Internacional IEEE sobre Desenvolvimento e Aprendizagem. Os pesquisadores realizaram um experimento com doze voluntários humanos e robôs. Os participantes, ao mover suavemente os dedos sobre a areia, conseguiram identificar um cubo escondido com alta precisão, percebendo pequenos deslocamentos na superfície.

Apesar de os robôs conseguirem detectar objetos a distâncias maiores, os humanos mostraram ser mais precisos: 70,7% das tentativas foram corretas, enquanto os robôs tiveram apenas 40% de acertos, mostrando um número elevado de erros. Essa pesquisa revela que as pessoas podem sentir um objeto antes de tocá-lo, ampliando o entendimento sobre a capacidade do sentido tátil.

Elisabetta Versace, coautora do estudo e professora de psicologia, ressaltou que essa é a primeira vez que o tato a distância é explorado em humanos, desafiando as noções sobre como percebemos o mundo ao nosso redor.

Além disso, o coautor Lorenzo Jamone, professor de robótica e inteligência artificial, apontou que a pesquisa também tem implicações positivas para o desenvolvimento de tecnologias assistivas e robô tátil. Com base nos achados, engenheiros poderão criar sistemas robôs que integrem sensibilidade tátil natural, úteis em atividades como escavação, sondagem ou busca em ambientes onde a visão é limitada.

Zhengqi Chen, autor principal e doutorando na Queen Mary University, acredita que essa descoberta pode levar ao desenvolvimento de robôs capazes de realizar tarefas delicadas, como localizar artefatos arqueológicos sem danificá-los, ou explorar terras arenosas, como a superfície de Marte ou o fundo dos oceanos.

Essa pesquisa abre novas possibilidades para sistemas táteis que tornem a exploração de áreas ocultas ou perigosas mais seguras e eficazes.

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