06/02/2026
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Cinzas do inventor da Pringles são enterradas em lata da marca

Quando pensamos em um lugar final para descansar, a maioria das pessoas imagina opções tradicionais como caixões ou, para quem prefere, urnas para a cremação. Porém, o inventor das Pringles, Fredric Baur, teve uma ideia bem diferente. Ele adorava tanto sua invenção, que pediu para que suas cinzas fossem colocadas em uma lata de Pringles. Larry, seu filho mais velho, contou que a proposta surgiu nos anos 80 e, na época, ele achou graça. Mas não era brincadeira.

Após a morte de Baur em 2008, seus filhos fizeram uma parada em uma farmácia, antes de ir para a funerária. Eles precisavam escolher uma lata para colocar as cinzas. Larry comentou que ele e os irmãos discutiram sobre qual sabor escolher. “Sour cream e onion? Barbecue?”, ele lembrou. No fim das contas, ele decidiu: “Precisamos usar a original.” E assim foi feito. Hoje, as cinzas de Baur repousam na lata de Pringles, localizada em seu túmulo na cidade de Cincinnati, Ohio.

Baur não é o único que escolheu formas diferentes de ser enterrado. Nos últimos anos, muitas alternativas ganharam popularidade em várias partes do mundo. Gene Roddenberry, o criador de Star Trek, teve suas cinzas lançadas ao espaço, um descanso bem alinhado com sua obra. Na Coreia, algumas pessoas optaram por transformar suas cinzas em pequenas pérolas verdes, que são colocadas em garrafinhas ou potes, numa técnica semelhante à de transformar areia em vidro.

Além disso, o movimento de sepultamento verde tem ganhado força. Esse movimento busca soluções mais ecológicas, evitando o uso de recipientes que não se decomponham com o tempo. Por conta disso, uma lata de Pringles não seria uma opção válida. O foco é oferecer um descanso mais natural e sustentável.

As opções de sepultamento têm mudado muito e se diversificado ao longo dos anos. Esse crescimento de alternativas reflete mudanças nas crenças e valores da sociedade. As novas gerações estão mais abertas a essas ideias e buscando formas de deixar legados mais personalizados.

Por exemplo, algumas pessoas têm optado por sepulturas em árvores, onde as cinzas são colocadas em raízes ou sob a terra, permitindo o crescimento de uma planta. Nessa ideia, a pessoa se torna parte da natureza. É um jeito bonito de voltar à terra e contribuir para o meio ambiente.

Outra tendência é a cremação seguida de dispersão das cinzas em locais que marcaram a vida da pessoa. Isso pode ser feito em praias, parques ou até mesmo na própria casa. É uma forma pessoal de lembrar e utilizar as cinzas de um jeito que faz sentido para a família.

Ainda existe a opção de transformar cinzas em diamantes. Algumas empresas especializadas oferecem o processo de transformação de cinzas em jóias, proporcionando lembranças tangíveis em forma de anéis ou colares. É uma alternativa significativa para quem deseja carregar a memória do ente querido de maneira especial.

Cada método de sepultamento reflete a personalidade e os desejos da pessoa que faleceu, além de mostrar o que é importante para seus familiares. À medida que novas opções continuam a surgir, a sociedade se adapta a essas mudanças, refletindo uma nova forma de encarar a morte e o luto.

Essas práticas ajudam as famílias a lidar com a perda de maneiras que ocupam espaços emocionais diferentes. Ter uma escolha que ressoe com a vida da pessoa falecida pode trazer conforto aos que ficam. O importante é que cada um encontre um jeito que faça sentido para si e que represente a memória do amado.

Além disso, essas invenções e ritmos funerários lançam questionamentos e debates sobre tradições e o que pode ser considerado aceitável. Essa liberdade para escolher como queremos ser lembrados mostra um avanço nas crenças sobre a vida e a morte.

Por fim, cada pessoa tem sua visão sobre a vida e a morte. Antigamente, os modos de sepultamento eram bem limitados e rígidos. Hoje, esse cenário mudou muito. As pessoas estão mais abertas a falar sobre a morte e como querem ser lembradas. Vamos ver cada vez mais soluções inovadoras e personalizadas, passando a ver o final da vida não apenas como a última etapa, mas como uma forma de celebrar a vida vivida.

Hoje, temos a liberdade de escolher como queremos que nossa história termine, refletindo quem somos e como queremos ser lembrados. Cada uma dessas histórias de sepultamento conta algo sobre a vida da pessoa e, de certa forma, isso se torna uma continuação do legado que deixamos para trás.

Portanto, ao pensar no futuro e na vida depois da morte, vale a pena considerar todas as opções disponíveis. Isso não apenas ajuda a lidar com o luto, mas também permite que as memórias sejam preservadas de maneiras que fazem sentido e que são significativas para aqueles que amamos. Essa nova era de opções funerárias, com criatividade e individualidade, promete um futuro mais humano e conectado à natureza e às relações familiares.

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