06/04/2026
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Contato com pets melhora saúde emocional e social infantil

Conviver com Animais: Benefícios e Cuidados para Crianças

A relação entre crianças e animais de estimação é muito mais do que carinho. Essa convivência pode ser fundamental para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos pequenos. O pediatra Renato Santos Coelho, especialista em desenvolvimento infantil e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, destaca que o contato com pets promove empatia, responsabilidade e respeito. Além disso, ajuda a diminuir a ansiedade e o estresse nas crianças.

Os animais de estimação atuam como companheiros que não julgam, oferecendo conforto e reduzindo a solidão. Segundo o pediatra, o simples ato de acariciar um pet pode aliviar a tensão e promover bem-estar. Ele explica que essa relação traz benefícios para ambos os lados: o animal aprende a reconhecer a criança e, muitas vezes, desenvolve um instinto de proteção em relação a ela.

Estudos recentes, como um publicado na revista Preventing Chronic Disease, reforçam esses benefícios. A pesquisa, que acompanhou 643 crianças entre 4 e 10 anos, mostrou que aquelas que conviviam com cães apresentavam níveis mais baixos de ansiedade e uma melhor regulação emocional.

Dr. Renato observa que os efeitos positivos são ainda mais evidentes quando existe um vínculo forte entre a criança e o animal, além da participação da criança nos cuidados diários com o pet. Essa interação não só fortalece o laço afetivo, mas também ajuda a reduzir o tempo que as crianças passam em frente às telas, favorecendo seu desenvolvimento social e cognitivo.

Cães e gatos são os animais mais recomendados para famílias com crianças, desde que tenham um temperamento dócil. Em apartamentos ou casas menores, opções como coelhos, peixes ou hamsters podem ser alternativas, apesar de oferecerem menos interação. O pediatra ressalta que a escolha do animal deve levar em consideração o estilo de vida da família, o espaço disponível e o tempo que podem dedicar ao cuidado do pet. O ideal é que o animal seja uma fonte de alegria, e não de estresse.

A introdução de um animal de estimação na vida de uma criança deve ocorrer, preferencialmente, quando ela já tem cinco ou seis anos, idade em que começa a compreender conceitos básicos de cuidado e respeito. Antes dessa idade, é essencial que o contato seja sempre supervisionado. O pediatra alerta que crianças menores de quatro anos estão em maior risco de acidentes, especialmente mordidas na face, que podem causar sequelas.

Alguns cuidados são fundamentais, como manter a vacinação e a vermifugação em dia, garantir a higiene após o contato, manter o ambiente limpo e ensinar limites no relacionamento entre a criança e o animal. Dr. Renato também ressalta o cuidado com a tendência de “humanizar” os animais, o que pode levar a comportamentos inadequados e frustrações.

Em casos de crianças que sofrem de alergias ou asma, a convivência com pets deve ser discutida com um médico, que poderá fazer uma avaliação mais detalhada. No entanto, quando conduzida de maneira adequada, a relação entre crianças e animais traz ganhos significativos. Para Dr. Renato, essa convivência ensina lições valiosas de empatia, autocontrole e respeito à vida, contribuindo para uma educação afetiva que deixa marcas profundas na infância.

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