04/02/2026
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Crianças com smartphone antes dos 12 anos enfrentam riscos à saúde

A Idade Certa para Dar um Smartphone ao Seu Filho

A decisão de quando dar um smartphone a uma criança é um dilema que preocupa muitos pais. Eles se sentem pressionados pelos pedidos insistentes de pré-adolescentes, enquanto especialistas alertam sobre os riscos da conectividade constante. Um novo estudo traz evidências que sugerem que pode ser melhor adiar essa entrega.

Pesquisadores publicaram na revista Pediatrics um estudo que analisou dados de mais de 10.500 crianças participantes do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente, um dos maiores estudos sobre o desenvolvimento cerebral infantil. Os resultados mostram que crianças que ganharam um smartphone aos 12 anos ou antes apresentavam um risco maior de desenvolver problemas como depressão, obesidade e ter dificuldades para dormir.

A pesquisa revelou que quanto mais jovem a criança recebe o smartphone, maior é o risco de problemas relacionados à saúde. Foram examinados especificamente grupos de crianças que não tinham um telefone até os 12 anos, e os resultados mostraram que, após um ano de uso do celular, aquelas que haviam ganhado um apresentavam mais sintomas ligados à saúde mental e à qualidade do sono do que as que não tinham.

O Dr. Ran Barzilay, psiquiatra infantil e autor do estudo, destacou a importância de considerar essa decisão como algo que impacta a saúde da criança. Ele enfatizou que “uma criança de 12 anos é muito diferente de uma de 16 anos”, ressaltando que é fundamental levar em conta a idade antes de fornecer acesso a dispositivos.

No contexto atual, a maioria dos adolescentes nos Estados Unidos tem acesso a um smartphone, com a idade média em que recebem o aparelho sendo 11 anos. Vários especialistas concordam que, apesar de os smartphones serem comuns, é essencial entender os riscos associados ao seu uso.

Jacqueline Nesi, professora da Brown University, alertou que, embora o estudo não prove que os smartphones causam diretamente danos, seus resultados podem incentivar os pais a adiar essa entrega o máximo possível. Ela destaca que os responsáveis devem confiar em seus instintos e estabelecer limites quando necessário.

O sono é uma questão crucial. Estudos apontam que eletrônicos costumam interferir no descanso dos jovens. Dr. Jason Nagata, pediatra da Universidade da Califórnia, São Francisco, mencionou que uma pesquisa recente revelou que 63% das crianças de 11 a 12 anos têm um dispositivo eletrônicos no quarto e quase 17% relataram ter sido acordadas por notificações.

Uma solução simples que as famílias podem adotar é remover os telefones dos quartos durante a noite. Essa prática pode ajudar a mitigar os efeitos negativos do uso excessivo de smartphones relacionados à saúde.

O Dr. Barzilay, que tem três filhos, compartilhou que, enquanto dois deles receberam smartphones antes dos 12 anos, ele não planeja dar um celular ao filho de 9 anos tão cedo. Ele encorajou outros pais a se informarem sobre os riscos e a refletirem bem antes de decidir quando oferecer um dispositivo aos filhos.

Embora nem todas as crianças que têm smartphones enfrentem problemas de longa duração, essa questão é importante e deve ser discutida entre pais, educadores e formuladores de políticas. O diálogo é essencial para ajudarem as crianças a navegar pelo mundo digital de maneira mais segura e saudável.

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