06/02/2026
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Criando Um Jogo Baseado na Qabalah Ocidental

Nos últimos meses, tenho trabalhado na criação de um jogo de RPG japonês por turnos, inspirado na Qabalah, uma tradição esotérica ocidental. Este jogo permite que o jogador explore diversas esferas, começando na base até chegar ao nível mais alto, Kether.

Em cada esfera, o jogador enfrenta missões que abordam os vícios associados. No nível de Hod, por exemplo, o vício em foco é o orgulho intelectual. Esse conceito trata da diferença entre o conhecimento acadêmico e a intuição que todos possuem. É importante entender como esses dois aspectos podem se desconectar.

No contexto do jogo, o orgulho intelectual se reflete na maneira como o personagem interage com o mundo ao seu redor. Ele pode se sentir superior a outros personagens por conta de seu conhecimento, desconsiderando intuições ou sabedorias que são igualmente válidas. Esse vício pode levar a decisões erradas, já que nem sempre o conhecimento acadêmico é suficiente para resolver problemas práticos.

Ao longo do jogo, o jogador é desafiado a lidar com essa desconexão. Quests e desafios são projetados para mostrar como o orgulho pode interferir nas relações e nas escolhas. O jogador é incentivado a buscar um equilíbrio, aprendendo que a intuição e o conhecimento acadêmico podem, na verdade, se complementar.

A narrativa do jogo está estruturada para que o jogador explore esse tema de maneira envolvente. As interações com outros personagens são fundamentais. É através dessas relações que o jogador perceberá as limitações do orgulho intelectual e as oportunidades que surgem ao valorizar diferentes tipos de conhecimento.

Além disso, a ambientação do nível de Hod apresenta simbolismos e elementos que reforçam a temática. O jogador encontrará lugares que representam tanto o conhecimento acadêmico, como bibliotecas e laboratórios, quanto espaços que simbolizam intuição, como jardins e áreas naturais. Essa diversidade encoraja o jogador a refletir sobre os dois tipos de sabedoria.

As missões no jogo são variadas. Algumas exigem que o jogador resolva quebra-cabeças que demandam mais do que apenas conhecimento técnico; outras convidam o jogador a ouvir e considerar as opiniões de outros personagens, lembrando que a colaboração é essencial. Essa dinâmica cria uma experiência rica e diversificada.

Conforme o jogador avança, as escolhas feitas em Hod influenciam a jornada nas esferas seguintes. Isso significa que compreender e trabalhar o vício do orgulho intelectual pode ter impactos diretos nas habilidades e nas interações futuras. Portanto, as lições aprendidas aqui são fundamentais para o sucesso no jogo.

Este RPG não apenas entretém, mas também provoca reflexões sobre a importância de unir conhecimento e intuição. A proposta é que, ao finalizar o jogo, o jogador saia com uma nova perspectiva, não apenas sobre o mundo do jogo, mas sobre a vida real e suas próprias interações.

Por fim, o objetivo é criar uma experiência de jogo que não seja apenas divertida, mas também educativa. As temáticas abordadas precisam ressoar com o jogador, fazendo-o pensar em como aplicá-las em sua vida diária. Essa conexão entre o mundo do jogo e a vida real é essencial para a proposta.

Em síntese, a jornada através das esferas do jogo é mais do que uma simples aventura; é uma reflexão sobre como o conhecimento e a intuição podem coexistir e se complementar. O orgulho intelectual, quando não equilibrado, pode prejudicar tanto o jogo quanto a vida do jogador. Cada desafio se torna uma oportunidade de aprendizado e crescimento, tornando a experiência enriquecedora.

Espero que a jornada pelos níveis do jogo possa inspirar tanto no entendimento das dinâmicas intelectuais quanto nas relações humanas, mostrando que há muito a aprender ao valorizar todas as formas de conhecimento.

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