05/02/2026
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Curso sobre acessibilidade cultural e anticapacitismo na Cultura

Secretaria da Cultura promove curso sobre acessibilidade cultural e anticapacitismo

A Secretaria da Cultura, por meio do Comitê de Acessibilidade e Inclusão, está promovendo, nos dias 29 e 30 de setembro, a primeira edição do Curso de Formação em Acessibilidade Cultural e Anticapacitismo. O curso é destinado às equipes que trabalham em espaços culturais e setores administrativos da Secretaria, com o objetivo de ampliar o acesso à cultura para todas as pessoas.

O evento ocorre no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, e conta com a participação de cerca de 250 servidores. Essa formação faz parte de uma série de iniciativas da Secretaria para garantir que todos possam acessar as atividades culturais oferecidas, incluindo aqueles com deficiência e pessoas neurodivergentes, indo além das simples adequações físicas nos espaços culturais.

Os consultores da empresa Inclua-me estão à frente dessa formação. A empresa foi contratada para realizar um diagnóstico das condições de acessibilidade nas instituições culturais da Secretaria, identificando barreiras que possam dificultar o acesso e propondo soluções para democratizar a cultura.

Na abertura do curso, o secretário-adjunto da Cultura, Fabiam Thomas, destacou a importância de sensibilizar servidores para a questão da acessibilidade. Ele afirmou que é necessário superar obstáculos não apenas para cumprir a legislação, mas para respeitar os direitos das pessoas com deficiência. Thomas também mencionou que a formação de um Comitê de Acessibilidade e Inclusão é crucial para que a Secretaria tenha um olhar mais atento e qualificado sobre essas questões.

Essa iniciativa marca a primeira vez que a Secretaria contrata uma empresa especializada para oferecer um curso abrangente para os servidores. Anteriormente, as ações voltadas para o atendimento a pessoas com deficiência eram realizadas de forma isolada em diferentes equipamentos culturais. Agora, com a formação do Comitê, uma equipe multidisciplinar vai ajudar a desenvolver políticas mais integradas, alinhadas com as diretrizes do Governo que promovem a inclusão social.

De acordo com o coordenador administrativo do Comitê de Acessibilidade, Fabrício Marquezin, a acessibilidade é tratada na Secretaria como uma política estruturante. Ele ressaltou que a intenção é que o curso não seja uma ação pontual, mas parte de um esforço contínuo para garantir um acesso digno a todos os cidadãos.

A consultora Marina Baffini, da Inclua-me, também reforçou que a experiência da Secretaria pode servir como um modelo positivo para outras regiões, já que geralmente as políticas de acessibilidade são aplicadas de maneira fragmentada. Ela expressou orgulho em contribuir para um projeto que trata a acessibilidade como uma política pública séria.

O curso é liderado por especialistas em acessibilidade cultural, como Felipe Monteiro, que possui deficiência visual, e Fernanda Costa, que é autista. Ambos enfatizam a importância de proporcionar um atendimento mais qualificado e a superação de preconceitos associados ao contato com pessoas com deficiência.

Durante as atividades, os servidores participam de dinâmicas práticas que simulam situações de atendimento, como interações com pessoas com deficiência visual e física, assim como aqueles com necessidades neurodivergentes. Os consultores também discutem tecnologias de acessibilidade e recursos que podem ser utilizados no dia a dia.

Fernanda Costa comentou que é fundamental que o Rio Grande do Sul avance nas discussões sobre acessibilidade na cultura. Ela ressaltou que muitos receios e dúvidas no atendimento surgem de preconceitos, e que é essencial debater esses temas para desmistificá-los.

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