09/02/2026
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Debate sobre ostomia reúne profissionais e usuários de saúde no DF

A II Jornada Científica em Atenção às Pessoas com Ostomia e Incontinência (Jcapoi) aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro e proporcionou uma oportunidade para debates e troca de experiências entre profissionais da saúde, especialmente da enfermagem, estudantes, cuidadores e pessoas que convivem com ostomias. O evento foi realizado no Distrito Federal e buscou criar um espaço para atualização e acolhimento, visando melhorar a assistência a essas pessoas.

A jornada foi organizada pela Associação dos Ostomizados do Distrito Federal (AOSDF) e pela Associação Nacional Movimento Ostomizados do Brasil (MOBR), em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O tema desta edição foi “Avançando no Cuidado: Ciência, Tecnologia e Humanização”, refletindo o compromisso da Secretaria com a formação contínua e a inclusão social, além da defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

A ostomia, um procedimento cirúrgico, cria uma abertura em um órgão do corpo, permitindo a comunicação deste com o meio externo. Esse tipo de cirurgia é realizado no sistema respiratório, digestivo ou urinário e pode ser necessário em casos de doenças inflamatórias intestinais, colite isquêmica, traumas ou certos tipos de câncer. Ana Paula Batista, presidente da AOSDF e coordenadora nacional do MOBR, destacou a importância do mês de novembro para conscientizar a população sobre a ostomia e a necessidade de valorizar e incluir as pessoas ostomizadas na sociedade.

Conforme a presidente, existem diferentes tipos de estomia, como a colostomia, que conecta o intestino grosso ao exterior; a gastrostomia, que se refere ao estômago; a ileostomia, que envolve o intestino delgado; e a traqueostomia, que se relaciona à traqueia. No Distrito Federal, estima-se que cerca de 2,3 mil pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tenham ostomia de eliminação.

Além disso, a SES-DF conta com 13 ambulatórios dedicados ao atendimento de pessoas com estomia. Sabrine Mendonça, referência técnica distrital de Enfermagem em Estomaterapia da SES-DF, enfatizou que as equipes de enfermagem estão todas preparadas para oferecer um atendimento humanizado, sempre buscando a atualização técnica e científica.

O acesso a esses serviços é facilitado, pois os ambulatórios estão abertos ao público e seguem os horários de funcionamento estabelecidos. Ávallus Araújo, gerente de Serviços de Enfermagem na Atenção Primária e Secundária da SES-DF, ressaltou que há pelo menos um ambulatório em cada região de saúde do Distrito Federal. Em algumas áreas, existem até duas unidades, garantindo que os pacientes ostomizados tenham assistência adequada e profissional.

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