04/02/2026
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Desafios da segurança alimentar são debatidos na Assembleia do CONASS

A segurança alimentar e nutricional no Brasil e os desafios para sua consolidação até 2122 foram discutidos na 11ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), realizada em Brasília. A secretária-adjunta de Saúde de Mato Grosso do Sul, Crhistinne Maymone, apresentou sua pesquisa sobre o tema, que envolveu gestores e especialistas de saúde de todo o país.

Durante sua apresentação, chamada “O cenário brasileiro atual e as perspectivas para o alcance da segurança alimentar e nutricional até o ano de 2122”, Crhistinne falou sobre seu estudo de pós-doutorado, realizado em colaboração com o Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP). O estudo investigou o conhecimento e as práticas dos gestores estaduais e municipais em relação à Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), além de identificar os principais desafios que enfrentam.

Um dos principais achados da pesquisa é que, embora os gestores reconheçam a importância da intersetorialidade — a colaboração entre diferentes setores, como saúde, educação e agricultura —, essa abordagem ainda não é amplamente aplicada. Políticas como a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) são conhecidas, mas não têm prioridade no planejamento das ações de saúde, que frequentemente continuam com uma abordagem assistencialista.

O estudo também destacou a falta de estratégias eficazes para enfrentar doenças crônicas e carências nutricionais. Isso enfatiza a necessidade de uma abordagem integrada que envolva diferentes áreas, como saúde, educação e assistência social, para desenvolver políticas mais abrangentes e eficazes.

Durante a apresentação, Crhistinne sublinhou a importância de aprimorar a capacitação de gestores e trabalhadores da saúde em relação à SAN e ao Direito Humano à Alimentação Adequada. Ela enfatizou que, apesar do conhecimento já existente, ainda é necessário colocar esse conhecimento em prática de forma que realmente faça a diferença. “A segurança alimentar e nutricional precisa de planejamento e uma agenda estratégica sólida. A saúde tem um papel central, mas não pode enfrentar sozinha os desafios da fome, desnutrição e obesidade, que são questões complexas do sistema alimentar brasileiro”, explicou.

Para apoiar os gestores, a secretária-adjunta lançou um e-book intitulado “Políticas, Programas e Ações para a Segurança Alimentar e Nutricional no Setor Saúde”, elaborado em parceria com pesquisadoras da USP. O guia contém conceitos importantes, exemplos de políticas públicas e informações sobre o Direito Humano à Alimentação Adequada, disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP.

A discussão sobre segurança alimentar e nutricional no país é fundamental para enfrentarmos os desafios e garantir que todos tenham acesso a uma alimentação adequada e saudável.

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