Divinity: Original Sin 2: Uma Experiência Imersiva no Mundo dos RPGs
Divinity: Original Sin 2 é um dos jogos que muitos fãs de RPG eletrônico têm em seus acervos digitais, mas que muitas vezes ficam esquecidos nas bibliotecas de plataformas como Steam. O jogo, desenvolvido pela Larian Studios, resgata a tradição dos jogos de RPG, apresentando mecânicas que agradam tanto aos novatos quanto aos veteranos do gênero.
Após um trailer impressionante do novo título da série, decidido a dar uma chance a Original Sin 2, comecei a jogar e, em um fim de semana, já tinha acumulado 30 horas de jogo. Para quem não conhece a franquia, é importante destacar que, apesar de ser inspirado em Dungeons & Dragons, o jogo não é uma adaptação direta. Ele apresenta suas próprias regras e estilos de combate que despertam a curiosidade do jogador.
O sistema de combate é baseado em turnos, semelhante a outros RPGs, mas se destaca por sua interatividade com os elementos do ambiente. Por exemplo, ao usar uma magia de água, você cria uma poça que pode ampliar os efeitos de ataques subsequentes. Se você lançar fogo sobre um alvo coberto de óleo, uma explosão ocorre, causando mais dano. Essas interações criam dinâmicas interessantes, onde o uso inteligente dos elementos pode levar a resultados inesperados, como ferir aliados acidentalmente em meio ao caos da batalha.
Uma das mecânicas que chamou a atenção foi a possibilidade de atrasar o turno do seu personagem. Isso é útil para esperar que um aliado execute uma ação ou para deixar que os inimigos ajam antes de você. Essa estratégia é diferente de outros jogos do gênero, que não permitem essa flexibilidade, e adiciona uma camada de tática ao combate.
No que diz respeito à movimentação e ações, o jogo utiliza pontos de ação (PA) para tudo, tornando o planejamento ainda mais essencial. Esse sistema pode parecer limitante à primeira vista, mas oferece várias opções no combate, permitindo que o jogador decida entre se mover ou utilizar múltiplas magias em um único turno.
A personalização do personagem também é um ponto forte de Original Sin 2. O jogo oferece classes pré-definidas, mas com liberdade para que os jogadores experimentem combinações diferentes. Não é necessário se prender a uma única especialização, pois um guerreiro pode aprender magia ao longo do jogo, bastando para isso aumentar suas habilidades e encontrar os feitiços corretos.
Embora eu esteja apenas no começo da narrativa, a trama já me prendeu a atenção. Optei por jogar com um personagem de origem, o que traz uma experiência diferente em comparação ao modo de criação própria que usei em outros jogos da Larian, como Baldur’s Gate 3. As falas são dubladas, embora o jogo não tenha cenas de diálogo totalmente animadas, o que remete à sua produção mais modesta e antiga. A localização dos textos e legendas para o português é uma boa adição, mesmo sem a dublagem no idioma.
Com as horas de jogo passando rapidamente, minha expectativa é de continuar explorando as possibilidades que Divinity: Original Sin 2 oferece, experimentar novas builds e escolhas para ver como cada decisão altera a narrativa. Agradeço à Larian Studios pela criação de mais um excelente RPG que promete várias horas de diversão. Agora, é aguardar pelo novo título da série.