08/02/2026
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Dia 1: a origem da palavra e seu significado

O Primeiro Advento: A Chegada de Jesus

No início, Deus criou os céus e a terra. Essa afirmação, retirada do primeiro livro da Bíblia, Gênesis, nos coloca diante de um tema central: Jesus Cristo.

Durante o Natal, somos frequentemente guiados por imagens e representações de Jesus. Histórias e ilustrações comuns mostram um Jesus com cabelos loiros e olhos azuis, segurando um cordeirinho em um cenário sereno. Porém, mesmo que tenhamos deixado essas imagens para trás, muitas das nossas percepções ainda se baseiam mais na arte do que na Bíblia.

Um fato curioso é que os escritores do Novo Testamento, incluindo Deus, que inspirou suas palavras, não se preocuparam em descrever como Jesus se parecia fisicamente. No livro de Isaías, é dito que ele “não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Isaías 53.2). Por que essa ausência de descrição? Uma das principais razões pode ser que qualquer retrato humano de Jesus não atinge plena profundidade do que Deus deseja que entendamos sobre seu Filho.

As melhores obras de arte ou filmes não conseguem nos mostrar Jesus da maneira como ele é apresentado no Evangelho de João. Nesse texto, somos convidados não a especular sobre sua aparência, mas a nos maravilhar com sua eternidade, sua personalidade e sua divindade. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1.1-3).

Essa passagem nos leva a refletir sobre o início de todas as coisas. Antes mesmo que o tempo existisse, Jesus já estava presente. Quando falamos de “no princípio”, nos referimos a um momento em que já existia Deus e também o Filho de Deus — o Verbo. João conecta essas ideias com Gênesis 1, destacando que Jesus não foi apenas criado; ele é o Criador do universo. Assim, a criança na manjedoura que celebramos no Natal era a mesma pessoa que colocou as estrelas no céu.

Em sua eternidade, Jesus é distinto do Pai e do Espírito Santo, não em essência, mas em pessoa. Ele “estava com Deus” e “era Deus”. Ambas afirmações são verdadeiras. João, ao falar de Jesus, não apresenta conceitos abstratos. Ele relata uma pessoa que viveu experiências humanas, como rir, chorar, comer, orar e servir, mas também revela que essa mesma pessoa participou da criação do mundo.

A forma como João utiliza os tempos verbais é fascinante. Quando ele fala sobre a existência prévia do Filho, utiliza o tempo imperfeito, sugerindo uma continuidade na ação, afirmando que ele “estava com Deus e… era Deus”. Contudo, ao dizer que “o Verbo se fez carne” (João 1.14), João muda para um tempo aoristo, indicando um momento decisivo.

Esse momento ocorreu há mais de dois mil anos, quando a segunda pessoa da Trindade, já existente antes do tempo, veio a este mundo, nascendo como um bebê. Isso é conhecido como o primeiro Advento de Cristo, celebrado mundialmente no Natal. Foi nesse instante que ele assumiu a responsabilidade por nossos pecados. Depois, houve um momento em que seu corpo foi ressuscitado e voltou à vida. Em seguida, seu corpo ressuscitado ascendeu ao céu. E, por fim, há um momento que ainda está por vir, quando esse mesmo Jesus voltará para renovar todas as coisas.

A divindade de Cristo não tem início no tempo. Ele sempre foi Deus, desde a eternidade. Ele era Deus antes da criação do mundo, é Deus agora e sempre será.

É comum nos distrairmos durante o período do Advento com toda a correria do Natal, como compras e preparativos. Essa realidade pode nos afastar da reflexão sobre o que realmente importa: o fato de que o Criador tomou a forma humana e viveu entre nós. Não devemos apenas pensar nisso em dezembro, mas todos os dias. Precisamos adorar Jesus, obedecê-lo, amá-lo e servi-lo constantemente.

O significado do Natal se torna mais profundo quando dedicamos um tempo para refletir sobre Jesus. Sua aparência não era importante, mas o fato de ter nascido fisicamente naquele primeiro Natal é fundamental: ele é nossa esperança em todas as situações.

Reflexão:
Pense sobre como as verdades acerca da divindade e humanidade de Jesus te levam a adorá-lo agora. Como isso impacta seu dia a dia e sua relação com os outros?

Adotar essa perspectiva pode revolucionar como vemos o Natal. É um convite para não apenas celebrar, mas para reconhecer a profundidade do amor de Deus em nos enviar seu Filho.

Lembrança Poética:
Desde antes do céu existir, Jesus já era. Ele estava junto de Deus e era Deus. Por meio de seu poder, tudo foi criado e tudo é sustentado. Jesus, o cabeça de toda a criação, se fez humano para estar entre nós, mostrando seu amor.

Quando os humanos contemplaram Jesus, puderam ver o Filho de Deus, repleto de graça e verdade. Ele desceu do céu para nos trazer a verdade sobre Deus, e essa mensagem deve ser celebrada.

Essa profundidade e essa conexão nos convidam a adorar, refletir e servir, não apenas durante o Natal, mas em todos os dias da nossa vida. Assim, é essencial que paremos e olhemos com fé para Jesus, que é tanto humano quanto divino, e que continua sendo a nossa esperança.

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