05/02/2026
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Dia Nacional da Umbanda é celebrado em 20 de novembro


Comemorado no dia 15 de novembro, o Dia Nacional da Umbanda é uma data que celebra uma religião brasileira, caracterizada pela diversidade e riquezas de várias crenças. A Umbanda busca unir seus seguidores em harmonia, respeito e amor ao próximo.

15 de novembro: Dia Nacional da Umbanda

O nascimento da Umbanda é datado de 15 de novembro de 1908, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. Segundo a história, neste dia um jovem médium de 17 anos, chamado Zélio Fernandino de Morais, recebeu a visita de um espírito que anunciava a fundação da nova religião.

Zélio estava prestes a entrar na Marinha do Brasil quando ficou doente com uma paralisia que não tinha explicação. Após um longo tempo sem se movimentar, ele declarou que no dia seguinte estaria curado. E, surpreendentemente, no dia seguinte, ele levantou-se como se nada tivesse acontecido.

Os médicos ficaram perplexos, assim como seus tios, que eram padres da Igreja Católica. Um amigo da família sugeriu que Zélio procurasse ajuda na Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói, para entender o que estava acontecendo.

Ao chegar lá, um espírito que se apresentou como “Caboclo das Sete Encruzilhadas” manifestou-se através dele, proclamando a criação da Umbanda, uma nova religião brasileira.


Umbanda e as limitações do espiritismo

A Umbanda é uma mistura de várias tradições, incluindo espiritismo, candomblé e catolicismo. No entanto, na época da manifestação do Caboclo, o espiritismo kardecista considerava certos espíritos, como os de índios e escravos africanos, inferiores.

Quando o Caboclo incorporou em Zélio, o diretor do centro espírita pediu que eles saíssem. Mas a entidade se impôs, questionando por que estavam sendo excluídos sem serem ouvidos. Ele se apresentou como Caboclo das Sete Encruzilhadas, exclamando que nenhum caminho deveria ser fechado.

O Caboclo explicou que já tinha vivido antes e que havia sido um padre, Gabriel Malagrida, queimado na Inquisição em Lisboa, em 1761. Ele revelou que agora tinha a missão de trazer a mensagem dos espíritos de índios e negros, buscando criar uma religião que unisse todos.

No dia seguinte, muitas pessoas se reuniram em frente à casa de Zélio, e o Caboclo definiu as normas da nova religião, que incluíam a construção de um templo.

Assim, surgiu a Tenda Nossa Senhora da Piedade, que permanece em funcionamento até hoje. Em 1918, o Caboclo continuou a guiar Zélio na criação de outras tendas de Umbanda, que incluem:

  • Tenda Nossa Senhora da Guia (1918)
  • Tenda Nossa Senhora da Conceição
  • Tenda Santa Bárbara
  • Tenda São Pedro
  • Tenda Oxalá
  • Tenda São Jorge (1935)
  • Tenda São Jerônimo (após 1935)

As normas da religião

O Caboclo também estabeleceu algumas normas para organizar a religião. Essas regras incluíam:

  • Médiuns deveriam vestir branco;
  • Cânticos não eram acompanhados por atabaques ou palmas;
  • Os rituais eram baseados em água, ervas, flores e pemba;
  • O atendimento era sempre gratuito;
  • Nenhuma forma de pagamento financeiro era aceita.

Discussões sobre a data de 15 de Novembro

Houve muitas discussões antes de definir o dia 15 de novembro como o Dia Nacional da Umbanda. Outras datas foram sugeridas, como 13 de maio, dia da libertação dos escravos, e 22 de novembro, dia de Araribóia. No entanto, 15 de novembro prevaleceu.

A escolha foi significativa, mas muitos umbandistas se decepcionaram por ser uma data também ligada à Proclamação da República, que “não está relacionada à religião”.

Vale lembrar que, em 15 de novembro de 1889, o Brasil se tornava um Estado laico, permitindo a livre prática de todas as religiões.


A Umbanda e a Lei

Por muito tempo, a Umbanda enfrentou repressões. Apesar de ainda existir intolerância religiosa, as dificuldades diminuíram, especialmente com a promulgação da Lei 12.644.

Essa lei, instituída em 16 de maio de 2012 pela então presidente Dilma Rousseff, declarou oficialmente o dia 15 de novembro como o “Dia Nacional da Umbanda”.


Como celebrar o Dia Nacional da Umbanda?

No Dia Nacional da Umbanda, muitos praticantes realizam festins e oferendas ligadas a Orixás. Essas obrigações incluem elementos que representam a personalidade desses deuses e costumam ser oferecidas como forma de homenagens e agradecimentos.

Entretanto, algumas práticas devem ser evitadas, como o uso de materiais que poluem o meio ambiente, como vidro e plástico. O ideal é usar flores, perfumes e velas, além de orar com fé para que seus pedidos sejam atendidos.

Lembre-se de que os Orixás são divindades que representam forças da natureza. Portanto, evite oferecer coisas que possam causar danos ao meio ambiente.

Ao contrário do Candomblé, a Umbanda não permite o sacrifício de animais. Aqui vai um exemplo de como preparar uma oferenda para Iemanjá:

  • Prato: Pode-se oferecer canjica, cuscuz, ou pratos à base de milho. Peixes de água salgada com arroz são também comuns.
  • Objetos: Em vez de levar itens pessoais, recomenda-se oferecer rosas brancas e perfume de alfazema, molhando as pétalas no perfume.
  • Guia e vela: As cores mais indicadas são branco azulado, azul claro, azul anil ou prateado.

Outra forma é tomar um banho de ervas. Iemanjá é associada à Lua Minguante e pode ser cultuada com ervas como pata de vaca, flor de laranjeira, jasmim e outras. Essências de rosa e crisântemo também são apropriadas.


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