11/03/2026
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Eduardo Bolsonaro promete lutar por cargo na PF, mas hesita voltar

Eduardo Bolsonaro diz que 'vai lutar' para manter cargo na PF, mas afirma não ter 'condição' de voltar ao Brasil

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, do Partido Liberal, se manifestou nesta sexta-feira sobre uma decisão da Polícia Federal que determinou seu retorno ao cargo de escrivão, do qual ele havia se afastado para exercer o mandato parlamentar. Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmou que não tem condições de voltar ao Brasil no momento e declarou que não abrirá mão do cargo facilmente.

Em suas declarações, Eduardo ressaltou que lutará pelo cargo, afirmando ter se esforçado para ser aprovado no concurso da Polícia Federal. A decisão da PF foi assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licinio Nunes de Moraes Netto, e publicada no Diário Oficial da União. O documento destaca que o retorno de Eduardo ao trabalho será para regularizar sua situação funcional na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

A volta ao cargo foi dos motivos que levaram à sua cassação como deputado, dada sua ausência às sessões da Câmara. Ele perdeu o mandato no dia 18 de setembro, por ter faltado a mais de um terço das sessões deliberativas. Esta cassação foi decidida pela Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta. Segundo a Constituição, essa falta de comparecimento justifica a perda automática do cargo.

Eduardo Bolsonaro enfrenta também uma acusação no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo. A Procuradoria-Geral da República diz que ele teria atuado enquanto estava nos Estados Unidos para pressionar as autoridades brasileiras, especialmente em um momento crítico que envolveu seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A denúncia envolve a tentativa de conseguir sanções contra autoridades brasileiras, coincidindo com um julgamento importante no STF.

Eduardo não apresentou uma defesa formal e, por isso, a Defensoria Pública da União assumiu sua defesa, argumentando que suas declarações sobre as sanções devem ser consideradas dentro do contexto de suas funções parlamentares.

Além disso, a Polícia Federal abriu um processo disciplinar contra Eduardo em setembro de 2025, após um pedido do então deputado Guilherme Boulos. Esse processo investiga as ações de Eduardo nos Estados Unidos relacionadas à imposição de sanções ao Brasil.

Ao longo do último ano, Eduardo Bolsonaro esteve envolvido em diversas controvérsias. Ele fez declarações polêmicas e ameaças a delegados federais, especialmente após investigações que envolviam seu pai. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, condenou suas declarações como uma tentativa de intimidação e prometeu que seriam tomadas as medidas legais cabíveis em resposta a essas ameaças.

Recentemente, Eduardo fez comentários específicos direcionados a um delegado da PF, gerando reações negativas e a possibilidade de novas investigações. Rodrigues informou que esses episódios seriam encaminhados para a Diretoria de Inteligência da PF para que as devidas providências sejam tomadas.

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