11/04/2026
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Empresário rouba R$ 25 milhões da saúde pública com ostentação

Esquema de Desvio de Recursos Públicos na Saúde

No final de novembro, a Polícia Federal prendeu Humberto Silva, apontado como líder de um esquema que desviou pelo menos R$ 25 milhões de recursos destinados à saúde pública. A investigação revela que Humberto usava os fundos públicos para financiar uma vida de luxo, incluindo viagens internacionais, aluguel de imóveis de alto padrão, festas à beira-mar, e até um casamento em Paris.

De acordo com informações divulgadas, Humberto Silva operava com a colaboração de outros empresários por meio do Instituto Riograndense de Desenvolvimento Social Integrado (IRDESI). Este instituto, uma organização social sem fins lucrativos, gerenciava hospitais e recebeu R$ 340 milhões entre 2022 e 2025, com a maior parte deste valor sendo repassada pela Prefeitura de Embu das Artes e com verba federal.

Segundo as investigações, parte do dinheiro desviado foi utilizada para sustentar o estilo de vida ostentoso de Humberto. Ele alugou um apartamento de frente para o mar em Balneário Camboriú, fez compras de artigos de luxo e realizou festas extravagantes.

A atual esposa de Humberto, Maíne Baccin, trabalhou como funcionária do instituto e recebia um salário de R$ 23 mil, mesmo sem exercer função efetiva. Além disso, a ex-esposa de Humberto também foi beneficiada financeiramente por meio do esquema, com aluguel pago pelo IRDESI.

A Polícia Federal identificou ainda a criação de empresas fantasmas que emitiam notas fiscais falsas para justificar serviços inexistentes. Só com duas dessas empresas, foram desviados cerca de R$ 8 milhões, aumentando ainda mais o prejuízo.

Enquanto Humberto e seus cúmplices usufruíam dessa vida de riqueza, hospitais sob gestão do IRDESI enfrentavam sérias dificuldades. Muitos não tinham medicamentos ou equipamentos essenciais, o que resultou em situações dramáticas, como a morte de um idoso no município de Jaguari (RS), que não conseguiu realizar uma nebulização por falta de um aparelho que custava apenas R$ 70.

A situação gerou revolta entre a população local. Um morador de Embu das Artes expressou seu descontentamento, afirmando: “É absurdo, porque está faltando na base, no atendimento, no remédio, nos cuidados de saúde.”

Até o momento, a Justiça já bloqueou 14 imóveis, 53 veículos, uma lancha e as contas bancárias de 20 pessoas envolvidas nas investigações. O valor total do prejuízo estimado é de R$ 25 milhões.

Em resposta à situação, a Prefeitura de Embu das Artes afirmou que, se as condutas investigadas forem confirmadas, a responsabilidade é da organização social contratada. A prefeitura acrescentou que a falta de medicamentos é uma responsabilidade da gestão do IRDESI.

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