O Ministério da Saúde, em colaboração com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), divulgou uma carta denunciando a disseminação de desinformação sobre as vacinas contra a Covid-19. Este documento critica a veiculação de um suposto efeito colateral, denominado “síndrome pós-spike”, que, segundo esses profissionais, seria causado pelas vacinas. No entanto, não há reconhecido respaldo científico para essa alegação.
As instituições ressaltam que essa situação é alarmante e que o Brasil não possui mais um governo que aceita passivamente as mentiras associadas ao negacionismo. Em resposta, o Ministério da Saúde, junto à Advocacia-Geral da União (AGU), se comprometeu a tomar medidas legais para coibir a atuação de aqueles que, muitas vezes em busca de lucro, propagam informações enganosas sobre vacinas.
No texto, é enfatizado que a suposta “síndrome pós-spike” não só carece de evidências científicas como também não é reconhecida por entidades de saúde respeitáveis, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o FDA dos Estados Unidos e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Essas instituições não validam a existência dessa condição e alertam sobre os riscos que a desinformação pode trazer à saúde pública.
Além disso, a carta destaca que alguns desses profissionais têm utilizado essa teoria infundada para oferecer cursos, consultas e tratamentos que não têm comprovação científica, gerando preocupação sobre a ética de suas práticas. Criar uma doença fictícia para lucrar com o medo das pessoas é considerado uma violação ética que coloca a população em risco, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Por fim, o documento reitera que a prática médica é guiada por normas rigorosas, e o Código de Ética Médica proíbe a divulgação de tratamentos sem comprovação. A violação dessas diretrizes não apenas compromete a confiança da sociedade nesses profissionais, mas também pode colocar vidas em risco. A mensagem final enfatiza que as vacinas são seguras e eficazes, e que é essencial combater a desinformação para garantir a saúde pública. A população é convocada a buscar informações confiáveis e a apoiar a vacinação como um bem coletivo.