Após o sucesso do podcast “Praia dos Ossos” em 2020, o caso do assassinato de Ângela Diniz ganhou uma nova forma com a minissérie “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, que estreou recentemente na HBO Max.
A série, dirigida por Andrucha Waddington, utiliza o podcast como base para explorar a história de Ângela, que desafiou as normas sociais da época e foi brutalmente assassinada por isso. A protagonista é interpretada por Marjorie Estiano, que destacou a importância da liberdade de escolha e da luta pelos direitos das mulheres, enfatizando que essa é uma mensagem central da obra.
Marjorie compartilhou sua experiência ao interpretar Ângela, mencionando que foi uma personagem leve e cheia de vida. Ela destacou a necessidade de representar uma mulher que vive a vida plenamente, esperando que sua atuação inspire outras mulheres a se libertar de limitações sociais e a fazer suas próprias escolhas.
Os atores da série também comentaram sobre sua conexão com a história. Camila Márdila, que interpreta Lulu Prado, e Renata Gaspar, que vive Gilda Rabelo, revelaram que o podcast foi fundamental para entender a complexidade da história de Ângela e a importância de seu legado no contexto do feminismo no Brasil.
Emilio Dantas, que interpreta Doca Street, falou sobre a responsabilidade de retratar um personagem envolvido em uma trama tão sensível. Ele destacou a simplicidade do que precisava transmitir: a possessividade e o machismo. Os atores também discutiram o papel dos homens na narrativa e a necessidade de reconhecer as estruturas patriarcais que ainda persistem.
A minissérie busca não apenas contar a história de Ângela, mas também provocar uma reflexão sobre os direitos das mulheres e o espaço que elas ocupam na sociedade. Além disso, a produção fez um esforço significativo para recriar a atmosfera dos anos 70, com um trabalho meticuloso de cenografia e figurino, refletindo o contexto social e cultural da época.
Assim, “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada” se estabelece como uma obra que, além de entreter, convida à reflexão sobre questões sociais relevantes até hoje.