09/02/2026
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Estado inicia uso de IA na saúde após três anos de registros analógicos

Em um seminário realizado no Sindicato dos Jornalistas de Comunicação de Pernambuco, a secretária de Saúde do Estado, Zilda Cavalcanti, anunciou o início das operações da Rede Estadual de Dados em Saúde (REDS-PE), que utilizará recursos de inteligência artificial para melhorar a gestão da saúde. O evento, promovido pelo Sistema Jornal do Commercio, contou com a apresentação da jornalista Cinthia Leite.

Durante a feira, Zilda destacou que, em janeiro de 2023, a nova gestão encontrou uma situação complicada na área da Saúde, envolvendo os seis principais hospitais do estado, incluindo o Hospital de Restauração. Segundo a secretária, mais de 80% dos dados eram registrados em papel, o que dificultava o controle e a gestão eficiente dos serviços de saúde.

Ela comentou que a falta de divulgação sobre esses problemas na época pode ter sido uma maneira de evitar conflitos políticos, mas reconheceu que, apesar dos investimentos previstos, a administração da saúde estava caótica.

A secretária revelou também que, em 2023, as 61 Unidades de Saúde, incluindo UPAs e hospitais, enfrentaram dificuldades de comunicação devido à ausência de conectividade básica. O governo do estado também conseguiu triplicar o orçamento destinado a investimentos em saúde digital, criando uma nova Diretoria-Geral de Inovação e Inteligência Artificial em Saúde.

Zilda Cavalcanti explicou que, para implementar a nova estrutura, foi necessário começar do zero, envolvendo a reestruturação de redes lógicas, a compra de equipamentos e a implantação de soluções digitais. O objetivo é desenvolver um modelo integrado de planejamento estratégico para a saúde digital em toda a rede pública.

A REDS-PE será uma base de dados significativa, buscando integrar informações de toda a rede de atenção primária, UPAs, e os principais hospitais. Até agora, o sistema já conta com dados de 11,7 milhões de pacientes, totalizando 82 milhões de diagnósticos e 76 milhões de procedimentos registrados.

A ideia é que, no futuro, um médico possa acessar rapidamente o histórico dos pacientes, utilizando inteligência artificial para filtrar informações relevantes e detectar pontos críticos na saúde dos mesmos. Essa iniciativa busca melhorar a gestão dos atendimentos e reduzir a necessidade de deslocamentos longos para diagnósticos.

Zilda também ressaltou a importância de engajar as equipes médicas no uso dessas novas ferramentas tecnológicas, um desafio que será enfrentado, considerando a forte carga de trabalho e a cultura de especialização existente no setor.

Atualmente, o estado se destaca como um modelo para a implementação da Rede Nacional de Dados da Saúde, buscando integrar esforços com universidades e start-ups para criar soluções inovadoras. Zilda reconhece que, embora o avanço tecnológico seja significativo, há ainda um longo caminho a percorrer para que a população perceba mudanças efetivas no atendimento à saúde pública.

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