A Estrelabet, uma das primeiras empresas a receber a licença definitiva para operar no mercado de apostas reguladas no Brasil, está ampliando suas ações de jogo responsável. A empresa cumpriu todas as exigências da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o que inclui o pagamento de R$ 30 milhões e a certificação da Gaming Laboratories International, prevista para entrar em vigor em fevereiro de 2025.
João Gerçossimo, CEO da Estrelabet, teve a ideia de modernizar o setor em 2019, buscando digitalizar o mercado de apostas e torná-lo mais seguro. Ele percebeu uma oportunidade de inovação, especialmente após a liberação das apostas de quota fixa durante o governo de Michel Temer, em que as apostas se tornaram legais, mas ainda careciam de regulamentação.
A regulamentação chegou com a Lei 14.790/23, que foi implementada este ano. Para Gerçossimo, ter um mercado regulado é essencial para criar um ambiente seguro para os apostadores e garantir que impostos sejam recolhidos corretamente. Isso também ajuda a proteger o setor de práticas desonestas e a prevenir problemas relacionados ao vício em jogos, especialmente entre os jovens.
Atualmente, ainda existem muitas apostas ilegais no Brasil, o que gera concorrência desleal, sonegação de impostos e insegurança para os jogadores. Gerçossimo enfatiza a necessidade de um avanço na fiscalização e na compreensão sobre tributação. Ele destacou que a Estrelabet paga todos os tributos exigidos, além de uma taxa adicional de 12%. Se a tributação não for viável para os negócios, o mercado legal pode encolher, favorecendo o ilegal.
Uma das prioridades da Estrelabet é promover o jogo responsável. A empresa estabeleceu uma parceria com a Universidade Fumec, em Belo Horizonte, para desenvolver iniciativas com foco na prevenção do jogo patológico e na promoção de práticas de jogo responsável. Essas ações incluem a aplicação de análises preditivas e apoio especializado aos usuários.
Além disso, a Estrelabet está implementando um processo rigoroso para impedir o acesso à sua plataforma por usuários não autorizados, como crianças e adolescentes. Os clientes passam por um processo de identificação abrangente, que inclui checagem de localização, validação de documentos e reconhecimento facial. Gerçossimo ressalta a importância de investir em tecnologia para garantir um ambiente seguro, além do envolvimento de pais e responsáveis na proteção de grupos vulneráveis, como crianças e pessoas com histórico de vícios.