05/02/2026
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Estresse térmico eleva riscos à saúde em ondas de calor

Durante ondas de calor intenso, o estresse térmico se torna uma ameaça à saúde em diversas regiões do Brasil, como o Sul, Sudeste e Nordeste. As altas temperaturas têm desafiado a capacidade do corpo humano de regular sua temperatura, e especialistas alertam sobre a importância de identificar sinais precoces e adotar medidas preventivas.

A temperatura corporal normal varia de 35,5 °C a 37,5 °C. Quando exposto a calor extremo, o corpo ativa mecanismos para se proteger, como a transpiração e a dilatação dos vasos sanguíneos. Esses processos são fundamentais para dissipar o calor, mas podem resultar em desidratação e queda da pressão arterial. Segundo um especialista, com a desidratação, é possível sentir fraqueza e até ter tonturas.

Reconhecer o calor como causa de mal-estar é crucial. Sinais como dores de cabeça persistentes, náuseas e câimbras podem indicar que o corpo está lutando para regular sua temperatura. Se a situação se prolongar, o estresse térmico pode se agravar, levando a um quadro de exaustão térmica, que pode incluir dor de cabeça intensa e confusão mental.

Outros sintomas a serem observados incluem sede extrema, fraqueza, tontura e batimentos cardíacos acelerados. Esses sinais costumam aparecer após longos períodos de exposição ao calor, especialmente sem ingestão adequada de líquidos. Portanto, evitar a exposição ao sol durante ondas de calor é altamente recomendado.

Quando a temperatura corporal ultrapassa 39 °C, o risco de complicações aumenta. Nesse estado, pode ocorrer insolação, uma condição em que o corpo não consegue regular sua temperatura. Isso pode resultar em perda de consciência, convulsões e, em casos graves, até coma. A insolação é considerada uma emergência médica que requer atendimento imediato, pois, se não tratada, pode ser fatal rapidamente.

Certos grupos estão mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo. Idosos acima de 65 anos, crianças até dois anos, gestantes e pessoas com condições de saúde como doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes são particularmente suscetíveis. Trabalhadores expostos ao sol por longos períodos também têm maior risco. Para estes grupos, a hidratação adequada é essencial.

Em caso de sintomas iniciais de estresse térmico, como sede intensa ou fraqueza, a hidratação deve ser imediata, utilizando água ou bebidas isotônicas. Além de beber bastante líquido, buscar locais frescos, tomar banhos frios e usar compressas geladas podem ajudar.

É importante adotar algumas medidas para se manter saudável durante o calor intenso:

  1. Hidratação: Beber água ao longo do dia, mesmo sem estar com sede. A desidratação pode ocorrer silenciosamente.

  2. Alimentação: Optar por refeições leves, ricas em frutas e verduras, que ajudam na digestão e na hidratação.

  3. Roupas: Usar roupas claras e leves que permitam a ventilação da pele.

  4. Evitar sol: Minimizar a exposição direta ao sol, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde. Usar chapéus ou bonés e aplicar protetor solar também são fundamentais.

  5. Atividades físicas: Reduzir a intensidade e a duração dos exercícios físicos em horários quentes.

Além disso, banhos frios, compressas com água gelada e o uso de ventiladores ajudam a refrescar o corpo. É importante evitar bebidas alcoólicas e comidas muito açucaradas, já que essas substâncias podem aggravate a desidratação.

Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas devem ser monitorados quanto à hidratação e às condições de temperatura em que estão. O acompanhamento de amigos ou familiares pode ser vital para prevenir complicações de saúde relacionadas ao calor extremo.

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