06/02/2026
@»ortopedistadeombro»Estudo confirma que paracetamol na gravidez não causa autismo

Estudo confirma que paracetamol na gravidez não causa autismo

Uma nova pesquisa contestou afirmações sobre o uso do paracetamol durante a gravidez, desmentindo a ideia de que essa medicação aumenta o risco de autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou deficiências intelectuais em crianças. A pesquisa afirma que o paracetamol é seguro para uso na gestação, desde que prescrito por um médico.

O estudo, publicado na revista “The Lancet Obstetrics, Gynaecology, & Women’s Health”, revisou 43 estudos sobre o assunto e concluiu que não há evidências que liguem a ingestão de paracetamol durante a gravidez a esses problemas de desenvolvimento. Entre os estudos analisados, os que mais se destacam são aqueles que comparam irmãos, considerados os mais rigorosos, que mostraram que o uso do medicamento não está relacionado ao autismo ou outros transtornos neurológicos.

Os pesquisadores esclareceram que muitos estudos anteriores que associavam o paracetamol a esses distúrbios tinham menor qualidade científica e eram propensos a erros. Eles se baseavam na memória de quem relatava o uso do medicamento, o que pode ser impreciso. Além disso, essas pesquisas não permitiam estabelecer uma relação de causa e efeito, apenas sugeriam uma correlação.

A nova revisão optou por focar em estudos com metodologias mais confiáveis. Por exemplo, ao comparar irmãos, é possível controlar fatores genéticos e ambientais que podem influenciar o desenvolvimento neurológico da criança. Os pesquisadores afirmaram que não encontraram associação entre o uso do paracetamol pela mãe durante a gestação e o desenvolvimento de autismo.

Os autores do estudo ressaltaram que o autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento são influenciados por múltiplos fatores. Eles destacaram que muitos casos têm uma base genética, além de fatores ambientais que ocorrem durante a gestação e na primeira infância. Os principais riscos incluem o histórico familiar, a idade avançada dos pais – especialmente a paterna – infecções na gestação, complicações obstétricas e condições da mãe, como diabetes gestacional e obesidade.

Outros fatores de risco identificados incluem o consumo de álcool e drogas ilícitas durante a gravidez. A equipe de pesquisadores enfatizou que o paracetamol é frequentemente usado pelas gestantes devido a dores, febre ou infecções. Não tratar essas condições pode ser mais prejudicial à saúde do feto do que o próprio uso do medicamento.

Por fim, os especialistas alertaram que as gestantes são suscetíveis a desinformação e devem sempre buscar a orientação de profissionais de saúde. As diretrizes de segurança são amplamente respaldadas por entidades nacionais e internacionais, garantindo que o uso do paracetamol é seguro para mulheres grávidas quando necessário.

Sobre o autor: suporte

Ver todos os posts →