05/02/2026
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Estudo questiona mitos sobre o egoísmo

Resumo

Um estudo internacional envolvendo mais de 45 mil pessoas concluiu que o narcisismo é um traço de personalidade presente em todos os lugares, não restrito a um país específico. As nações se destacaram por diferenças, mas os países com os maiores índices foram Alemanha, Iraque, China, Nepal e Coreia do Sul. Os Estados Unidos ficaram na 16ª posição. Em todos os 53 países, notou-se que jovens apresentaram pontuações mais altas que os mais velhos, e que homens se mostraram mais narcisistas que mulheres.

Esses achados indicam que a queda do narcisismo com a idade e as diferenças de gênero são consistentes em todo o mundo. Os resultados desafiam a ideia de que o narcisismo é apenas influenciado pela cultura, ressaltando que fatores biológicos e experiências de vida também moldam esse comportamento.

Fatos Chaves

  • Presente no Mundo Todo: O narcisismo apareceu de forma consistente em 53 países, mostrando padrões globais compartilhados.
  • Não é um Traço Exclusivo dos EUA: Os Estados Unidos ficaram na 16ª posição, bem abaixo dos países com mais altos índices de narcisismo.
  • Efeitos da Idade e Gênero: Jovens e homens pontuaram mais alto em narcisismo na maioria dos países estudados.

Narcisismo — O Que É?

O narcisismo é um traço psicológico que envolve uma autoestima muito alta, mas uma empatia relativamente baixa. Em essência, é um foco exagerado em si mesmo e um desprezo pelo próximo.

O estudo, publicado em uma revista acadêmica, incluiu a participação de mais de 45 mil pessoas de 53 países, que responderam a questionários sobre quão narcisistas se viam. Este conjunto de dados é um dos maiores e mais diversificados em relação a características psicológicas.

Os pesquisadores analisaram como idade, gênero e percepção de status se relacionam com o narcisismo em diferentes países. Além disso, também avaliaram fatores como valores de individualismo e coletivismo e o PIB de cada nação.

Os resultados mostraram que os cinco países com os maiores índices de narcisismo não incluíam os EUA, que ficou em 16º lugar. Os países com maiores índices foram Alemanha, Iraque, China, Nepal e Coreia do Sul. Já os países que apresentaram os menores índices foram Sérvia, Irlanda, Reino Unido, Países Baixos e Dinamarca.

Os pesquisadores notaram que, de maneira consistente, os jovens eram mais narcisistas do que os mais velhos, e homens eram mais narcisistas que mulheres. William Chopik, um dos autores do estudo e professor de Psicologia, comentou que embora houvesse diferenças culturais, a tendência de jovens serem mais narcisistas se manteve indiferente ao país.

Um Olhar Sobre as Culturas

Pesquisas anteriores indicavam que a cultura tem um papel importante na formação da personalidade. Porém, esse estudo sugere que existem aspectos culturais que não estão tão ligados às diferenças de narcisismo.

Chopik afirma: “Ser jovem em qualquer lugar envolve se focar em si mesmo e achar que é melhor do que realmente é. Contudo, a vida pode trazer experiências que nos humilham, e essas experiências parecem ser semelhantes em todos os lugares.”

Os pesquisadores também se surpreenderam ao descobrir que pessoas de países com uma mentalidade mais coletivista mostraram padrões de narcisismo parecidos com aqueles de países mais individualistas. Macy Miscikowski, co-autora da pesquisa, afirmou que, mesmo em culturas vistas como orientadas ao grupo, comportamentos centrados em si não são tão reprimidos como se pensava.

Esses insights nos levam a refletir sobre o equilíbrio entre influências culturais e biológicas na formação da personalidade. Também abrem caminhos interessantes para novas pesquisas sobre como experiências de vida, expectativas sociais e contextos econômicos interagem para moldar a expressão do narcisismo ao longo da vida.

Perguntas Frequentes

Q: O narcisismo é mais comum nos Estados Unidos do que em outros lugares?

A: Não. O estudo mostra que vários países tiveram índices de narcisismo mais altos, colocando os EUA apenas no meio da classificação global.

Q: As diferenças de idade e gênero no narcisismo são específicas de cada cultura?

A: Não. Jovens sempre pontuaram mais alto que os mais velhos, e homens superaram mulheres em quase todos os países analisados.

Q: Valores culturais como o coletivismo reduzem o narcisismo?

A: Não de forma significativa. Mesmo nas culturas mais coletivistas foram observados padrões de foco em si semelhantes aos de países mais individualistas.

Considerações Finais

O estudo apresenta uma visão mais ampla sobre o narcisismo. Ao invés de ser visto como um problema restrito a certos países ou culturas, ele mostra que há uma similaridade global em relação a esse traço. Portanto, tanto a cultura quanto fatores biológicos e sociais desempenham um papel importante nesse comportamento.

O fascínio pelo narcisismo é um tema que pode engajar discussões sobre como a sociedade valoriza a autoestima e a imagem própria. Além disso, trazer essa consciência pode ajudar as futuras gerações a desenvolverem um equilíbrio mais saudável entre a autovalorização e a empatia pelos outros.

Compreender o narcisismo é importante não só para lidar com essa característica em si, mas também para identificar como ela aparece nas interações sociais do dia a dia. Assim, traços como o narcisismo podem nos direcionar a um debate que promove uma melhor compreensão sobre as relações e a convivência em sociedade.

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