06/02/2026
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Estudo revela mudanças no cuidado da saúde feminina

Nos últimos anos, houve mudanças significativas nos cuidados de saúde das mulheres, destacadas em um recente estudo que analisou dados da saúde suplementar no país. Entre 2019 e 2024, observou-se uma queda nas consultas ginecológicas e obstétricas, além de uma redução no número de partos, particularmente nas cesarianas. No mesmo período, o uso de métodos contraceptivos de longa duração, como o Dispositivo Intrauterino (DIU), aumentou consideravelmente.

O estudo, que também apresenta uma análise do comportamento feminino em relação à saúde, foi realizado com base em dados do Mapa Assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em 2024, aproximadamente 27,5 milhões de mulheres eram beneficiárias de planos de saúde, número que representa um crescimento de 10% em comparação com 2019. Em agosto de 2025, esse total subiu para 27,9 milhões, refletindo uma participação feminina de 52,8% entre os usuários ativos.

Contudo, mesmo com a expansão do número de beneficiárias, o estudo destacou uma diminuição em procedimentos preventivos. As consultas ginecológicas caíram 12%, e os exames Papanicolau reduziram em 18,4%. Também houve um declínio entre 10% e 12% nas mamografias, variando conforme o tipo de exame e faixa etária analisada. Esse cenário é preocupante, especialmente porque ainda se sentem os efeitos da pandemia, que atrasou muitos desses atendimentos essenciais. O superintendente do estudo frisou a importância de retomar os cuidados preventivos de forma eficaz.

O uso de métodos contraceptivos de longa duração teve um aumento de 33,1%, refletindo uma mudança nas escolhas reprodutivas das mulheres, que também estão postergando a maternidade. A taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher em 2022, o que influenciou o padrão de utilização de serviços de saúde. Entre 2019 e 2024, houve uma queda de 27,9% nas cesarianas e de 9,2% nos partos normais. Apesar da redução, as cesarianas permanecem como a opção predominante, representando 79,8% dos partos na saúde suplementar em 2024, bem acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que sugere uma taxa de 10% a 15%.

Na área de oncologia, o cenário é um pouco mais otimista. As consultas em mastologia aumentaram 2,9%, enquanto as internações cirúrgicas para câncer de mama diminuíram 16,7%. Isso pode indicar uma tendência de detecção mais precoce e uma maior utilização de terapias menos invasivas, além de uma reorganização nos fluxos de atendimento.

Esses dados refletem a necessidade de um reforço nas ações de saúde preventiva e na conscientização sobre a importância dos cuidados regulares, uma vez que a redução nos atendimentos pode trazer consequências negativas para a saúde das mulheres.

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