05/02/2026
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EUA devem se retirar da Organização Mundial da Saúde hoje

Na próxima quinta-feira, dia 22, os Estados Unidos devem formalizar sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa decisão acontece apesar de alertas de que a retirada pode prejudicar não apenas a saúde pública americana, mas também a saúde global. Ademais, essa saída estaria em desacordo com uma lei dos EUA que exige o pagamento de aproximadamente 260 milhões de dólares em taxas devidas à OMS.

O presidente Donald Trump anunciou a intenção de deixar a OMS no primeiro dia de seu mandato, em 2025, através de uma ordem executiva. De acordo com a legislação americana, o país deve avisar a OMS com um ano de antecedência e quitar quaisquer pendências financeiras antes de efetivar a saída.

Um porta-voz do Departamento de Estado americano informou que a OMS falhou em conter, gerir e compartilhar informações de forma eficaz, custando aos EUA trilhões de dólares. Com isso, o presidente utilizou sua autoridade para suspender qualquer transferência futura de recursos, fundos ou apoio americano à organização.

O porta-voz enfatizou que os cidadãos dos EUA já contribuíram bastante para a OMS, e que o impacto econômico dessa situação é maior do que o pagamento das obrigações financeiras.

### Reações à Decisão

Nos últimos meses, diversos especialistas em saúde global têm pedido uma reavaliação dessa decisão. Recentemente, o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que gostaria que os EUA reconsiderassem e voltassem a fazer parte da organização. Ele comentou em uma coletiva de imprensa que a saída dos EUA significa uma perda tanto para o país quanto para o resto do mundo.

Além disso, a OMS destacou que os EUA ainda não quitaram as obrigações financeiras referentes aos anos de 2024 e 2025. Uma reunião no Conselho Executivo da OMS, marcada para fevereiro, deve discutir a saída americana e suas implicações.

Lawrence Gostin, especialista em saúde global e diretor do Instituto O’Neill de Direito da Saúde Global, afirmou que essa saída dos EUA é uma violação clara da lei americana, embora acredite que o presidente Trump possa não enfrentar consequências.

Bill Gates, da Fundação Gates, que financia iniciativas de saúde mundial, expressou ceticismo sobre um possível retorno dos EUA à OMS em um futuro próximo. Ele destacou a importância da OMS para a saúde global e afirmou que defenderá uma nova participação americana na organização.

### Impactos da Retirada

A retirada dos EUA provocará uma crise financeira na OMS, que já está enfrentando dificuldades orçamentárias. A organização deverá reduzir pela metade sua equipe de gestão e cortar atividades em várias áreas. Tradicionalmente, os EUA são o maior financiador da OMS, contribuindo com cerca de 18% do orçamento total.

Os cortes orçamentários podem resultar na demissão de até 25% do quadro de funcionários da organização até meados deste ano. A OMS, por sua vez, tem tentado colaborar com os EUA e compartilhar informações, mas ainda não está claro como essa parceria funcionará após a saída.

Especialistas em saúde global alertaram que a retirada dos EUA representa um risco significativo. Kelly Henning, da Bloomberg Philanthropies, afirmou que a saída poderá enfraquecer os sistemas de saúde e a colaboração internacional, essenciais para detectar e responder a ameaças à saúde.

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