05/02/2026
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EUA planejam deixar a Organização Mundial da Saúde

Os Estados Unidos devem formalizar sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, uma decisão que pode ter impactos significativos tanto na saúde pública americana quanto na global. Esta saída ocorre em meio a um contexto de críticas à gestão da OMS durante crises de saúde, além de uma possível violação de uma lei americana que exige o pagamento de US$ 260 milhões em taxas devidas à agência de saúde da ONU.

O então presidente Donald Trump anunciou que os EUA se retirariam da OMS logo no início de seu mandato em 2025, através de um decreto. Segundo a legislação dos EUA, o país deve notificar a OMS com um ano de antecedência e quitar todas as taxas pendentes antes de sua saída.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a falha da OMS em gerenciar e compartilhar informações custou aos EUA trilhões de dólares. Diante disso, o presidente exerceu seu direito de interromper qualquer transferência futura de fundos ou recursos à OMS. O porta-voz declarou que os americanos já deram mais do que o suficiente à organização e considerou a situação um golpe econômico.

Especialistas em saúde global, incluindo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressaram preocupações sobre a saída. Ele pediu que os EUA reconsiderem sua decisão para que o país possa retornar à organização, enfatizando que essa retirada é uma perda tanto para os Estados Unidos quanto para o resto do mundo.

A OMS ressaltou que os EUA ainda não pagaram as taxas devidas para 2024 e 2025. A situação será discutida por representantes dos Estados membros em uma reunião do conselho executivo da OMS programada para fevereiro.

Lawrence Gostin, especialista em saúde global, afirmou que a saída é uma violação clara da lei americana, mas acredita que Trump poderá evitar penalidades. Em evento recente em Davos, Bill Gates, presidente da Fundação Gates, um dos maiores financiadores de saúde global, afirmou que não espera que os EUA mudem de ideia em um futuro próximo. Ele defendeu a importância da OMS para o mundo.

A saída dos EUA desencadeia uma crise orçamentária na OMS, levando a cortes significativos na equipe e nas atividades da organização. Historicamente, os Estados Unidos têm sido o maior financiador da OMS, contribuindo com cerca de 18% do seu orçamento total. A agência planeja reduzir cerca de 25% de seu pessoal até o meio deste ano.

Embora a OMS tenha tentado manter a colaboração com os EUA no último ano, não está claro como essa cooperação será afetada após a saída. Especialistas advertiram que essa decisão pode enfraquecer os sistemas globais de saúde, prejudicando a capacidade de identificar e responder a emergências de saúde. Kelly Henning, da Bloomberg Philanthropies, destacou que a saída dos EUA pode impactar negativamente a saúde pública em todo o mundo.

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