04/02/2026
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EUA se preparam para deixar a Organização Mundial da Saúde

Os Estados Unidos devem sair oficialmente da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira. Essa decisão, anunciada durante a presidência de Donald Trump, está gerando preocupações sobre os impactos na saúde tanto dos americanos quanto globalmente. Além disso, essa saída também pode resultar em uma violação de uma legislação americana, que exige que o país pague cerca de US$ 260 milhões em taxas pendentes à OMS.

Quando assumiu o cargo, Trump notificou que o país deixaria a OMS por meio de um decreto, cumprindo uma regra que determina um aviso prévio de um ano e o pagamento de todas as obrigações financeiras antes da saída.

Nesta quinta-feira, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a OMS não conseguiu gerenciar adequadamente a disseminação de informações sobre saúde, o que, segundo eles, teria custado trilhões de dólares ao país. Em resposta a isso, o presidente decidiu suspender quaisquer transferências futuras de recursos, fundos ou apoio à OMS, destacando que os americanos já contribuíram mais do que o suficiente para a organização.

Vários especialistas em saúde global, incluindo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressaram a esperança de que os Estados Unidos reconsiderem sua decisão. Em uma coletiva de imprensa recente, Ghebreyesus afirmou que a retirada é uma perda tanto para os EUA quanto para o restante do mundo. Ele mencionou que os Estados Unidos ainda não pagaram as taxas referentes a 2024 e 2025, e a situação da saída será discutida no conselho executivo da OMS em fevereiro.

Lawrence Gostin, especialista em saúde internacional da Universidade de Georgetown, destacou que a saída dos EUA representa uma clara violação da legislação americana, mas acredita que Trump poderá evitar consequências legais.

Bill Gates, da Fundação Gates, que financia diversas iniciativas de saúde, também comentou sobre a situação durante um evento em Davos. Ele afirmou não esperar que os EUA voltem à OMS em breve, enfatizando a importância da organização para o mundo.

A saída dos Estados Unidos pode provocar uma crise orçamentária na OMS, levando a cortes significativos na equipe e nas operações da agência. Historicamente, os EUA foram o maior financiador da OMS, contribuindo com cerca de 18% do orçamento total. A organização já anunciou a redução de aproximadamente 50% de sua equipe de gestão e que diminuirá um quarto de seu quadro total até metade do ano.

A colaboração entre os EUA e a OMS tem sido importante nos últimos anos, mas o futuro dessa parceria é incerto. Especialistas alertam que a retirada dos Estados Unidos pode comprometer os sistemas globais que ajudam a detectar e responder a ameaças à saúde, o que representa riscos significativos não apenas para os norte-americanos, mas para o mundo inteiro.

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