Startups da América Latina Captam Mais de US$ 227 Milhões em Financiamentos
Nesta semana, startups da América Latina arrecadaram mais de US$ 227 milhões em diversas áreas, como fintech, proptech e inteligência climática. O Brasil e a Colômbia se destacaram mais uma vez, movimentando grandes quantias através de rodadas focadas em expansão e crédito.
As fintech### Startups da América Latina Captam Mais de US$ 227 Milhões em Financiamentos
Nesta semana, startups da América Latina arrecadaram mais de US$ 227 milhões em diversas áreas, como fintech, proptech e inteligência climática. Brasil e Colômbia lideraram as movimentações, com grandes quantias sendo investidas em rodadas focadas em expansão e crédito.
Fintech em Alta
O setor de fintech foi o grande protagonista, com plataformas de empréstimos e BNPL (Buy Now, Pay Later) atraindo novos investimentos. Isso mostra um aumento no acesso ao crédito na região. Além disso, setores emergentes como proptech e agritech também chamaram a atenção dos investidores.
Credix se Destaca no Brasil
No Brasil, a Credix se destacou ao levantar US$ 93 milhões em uma ronda que juntou capital de equity e dívida. A startup vai expandir sua plataforma de crédito impulsionada por inteligência artificial, voltada para pequenas e médias empresas.
O investimento incluiu US$ 6 milhões em equity e R$ 470 milhões por meio de um novo veículo FIDC. Fundada em 2021 e com sede em São Paulo, a Credix já liberou R$ 275 milhões em empréstimos no último ano e visa alcançar R$ 1 bilhão em crédito no próximo ano, aumentando sua equipe e melhorando sua tecnologia.
Addi na Colômbia
A Addi, da Colômbia, também arrecadou um total de US$ 71 milhões para expandir seu crédito. O investimento foi respaldo por queridinhos do mercado, como Goldman Sachs e BBVA Spark. Com isso, a fintech já superou US$ 420 milhões em compromissos de dívida, praticamente o dobro do que tinha no início de 2025.
A Addi conecta mais de 2,5 milhões de usuários a 30 mil parceiros comerciais, como Apple e Adidas. Em cinco trimestres consecutivos, a fintech mostrou lucros e espera expandir seu portfólio com novos produtos de crédito para atender a demanda crescente por opções de crédito digital.
LQN Avança em Proptech
Outra notícia vinda da Colômbia é a LQN, que arrecadou US$ 12 milhões, divididos em US$ 10,5 milhões em dívidas e US$ 1,5 milhão em equity. O financiamento tem como foco melhorar sua infraestrutura de hipotecas digitais.
A LQN já gerencia em torno de 20 mil transações de hipotecas anualmente, facilitando mais de 12 mil empréstimos que somam mais de US$ 2 bilhões. A startup, que tem uma equipe enxuta de 48 pessoas, está investindo em tecnologia para oferecer empréstimos garantidos em apenas 10 dias, algo inovador no mercado colombiano.
Loomy e a Automação de Condominíos
No Brasil, a Loomy captou US$ 9,4 milhões de EXT Capital para desenvolver sua plataforma de automação para condomínios. Essa plataforma usa tecnologia de ponta, como redes de fibra óptica e sensores IoT.
Com mais de R$ 120 milhões em contratos em seis estados, a Loomy está modernizando um setor tradicionalmente analógico. O novo capital será usado para expandir sua presença e agilizar soluções de controle de acesso e monitoramento de energia e água.
Cyan Analytics e Sustentabilidade
Outra startup brasileira, a Cyan Analytics, levantou US$ 378,400 em uma rodada pré-seed, com planos de expandir para R$ 4 milhões. A empresa, que já dobrou sua receita ano a ano, cria ferramentas de previsão sobre riscos climáticos para agronegócios e instituições financeiras.
Recentemente, a Cyan se fundiu com a AgroNational, o que aumentou suas capacidades analíticas no setor agrícola, combinando modelos climáticos com quase duas décadas de expertise em seguros. Isso possibilitará a expansão de suas ferramentas preditivas, já utilizadas por mais de 80 empresas.
Conclusões da Semana
Do financiamento bilionário em fintechs às inovações no setor imobiliário e a busca por soluções sustentáveis, esta semana deixou claro que os investidores estão apostando fortemente em startups que constroem infraestruturas essenciais na América Latina.
A confiança no potencial dessas empresas vem crescendo, refletindo a transformação dos setores financeiros, habitacionais e agrícolas na região. O cenário está cada vez mais promissor, com mais players buscando inovar e atender às demandas dos consumidores.