A Finep, uma agência que faz parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, investiu R$ 6,7 bilhões em projetos de saúde nos últimos três anos. Esse valor inclui tanto os financiamentos diretos quanto as contrapartidas que foram oferecidas aos projetos. Desde o início de 2023, foram contratados 351 projetos focados no desenvolvimento e na produção de medicamentos, equipamentos médicos e insumos farmacêuticos no país.
Nesse período, a Finep lançou dois editais específicos voltados para a saúde, além de outras chamadas públicas que consideraram a saúde como um dos temas centrais na estratégia da Nova Indústria. A maior parte dos recursos foi alocada por meio desses editais, buscando fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Entre os editais lançados, destaca-se a chamada Mais Inovação Saúde (ICTs), que destinou R$ 700 milhões para 51 projetos geridos por Instituições Científicas e Tecnológicas. Esses recursos são aplicados em iniciativas que envolvem o desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos, terapias avançadas e produtos que têm um impacto significativo no Sistema Único de Saúde (SUS). Outro edital, o Mais Inovação Saúde – Empresas, garantiu R$ 250 milhões para subvenções econômicas em 25 projetos de empresas, com o intuito de reduzir vulnerabilidades do sistema de saúde pública e ampliar o acesso da população a soluções na área.
Um dos projetos apoiados é a SpiN-TEC, a primeira vacina contra a Covid-19 desenvolvida e produzida integralmente no país. A Finep destinou R$ 121 milhões para o Centro de Tecnologia em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com a Fiocruz e a farmacêutica Hipolabor, que estão se preparando para iniciar os ensaios clínicos de fase 3 do imunizante.
Ainda em dezembro, a agência anunciou um novo edital que disponibiliza R$ 80 milhões adicionais para projetos na área da saúde, ampliando ainda mais o investimento no setor.
Segundo Luiz Antônio Elias, presidente da Finep, o apoio à saúde faz parte de uma estratégia estruturante do Estado. Ele ressaltou que o investimento se dá em todas as etapas do desenvolvimento científico e tecnológico, desde a pesquisa básica até inovações concretas. Isso é importante, segundo ele, porque saúde é um tema central para a soberania, o desenvolvimento e a justiça social. A transformação da ciência em soluções acessíveis ajuda o país a reduzir dependências externas e fortalece sua capacidade de atender às necessidades da sociedade.
Fundada em 1967, a Finep é um dos principais instrumentos da política nacional de ciência, tecnologia e inovação. A instituição apoia projetos em diferentes estágios, utilizando recursos reembolsáveis e não reembolsáveis. Com a recente recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a agência aumentou sua capacidade de financiamento, prevendo um orçamento de R$ 14,7 bilhões para 2025, um aumento de 15,7% em relação ao ano anterior.