A Fundação de Saúde Parreiras Horta, responsável pelo Hemocentro de Sergipe (Hemose), pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) no estado, teve um ano significativo em 2025, marcado por investimentos e melhorias importantes na infraestrutura e atendimento à população.
No Hemocentro de Sergipe, a nova estrutura de coleta foi destacada como um grande avanço. Com um investimento de R$ 771,9 mil do Governo do Estado, o Hemose agora conta com ambientes mais amplos, novas poltronas para doação e aférese, além de quatro consultórios. Essas melhorias visam tornar o atendimento mais rápido e acolhedor.
Kelly Souza, uma doadora de sangue há 20 anos, comentou sobre as mudanças. Segundo ela, o novo espaço é moderno e proporciona mais conforto e segurança para os doadores. “Doar sangue é um gesto simples, mas que salva vidas todos os dias. Espero que mais pessoas venham conhecer o novo local e se sintam motivadas a participar dessa corrente do bem”, disse.
Fernanda Kelly Fraga, superintendente do Hemose, destacou que as melhorias no hemocentro refletem um compromisso com a vida, tanto dos doadores quanto dos pacientes que precisam de transfusões. Ela mencionou também a aprovação do Plano Diretor de Sangue, que tem como objetivo organizar e fortalecer a fornecimento de hemocomponentes nas unidades de saúde do estado.
Além disso, o Hemocentro possui um ambulatório de Hematologia que atende cerca de 120 pacientes com coagulopatias e hemoglobinopatias, oferecendo acompanhamento por uma equipe multiprofissional.
No Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), 2025 também foi um ano de progresso, especialmente na vigilância epidemiológica. A unidade conseguiu expandir os exames de biologia molecular e implementar novos diagnósticos para doenças como coqueluche, tuberculose e hanseníase. A microbiologia também foi fortalecida, contribuindo para o diagnóstico de esporotricose, uma infecção causada por fungos.
Outro avanço importante foi a instalação de um equipamento automatizado para sorologia, o que aumentou a produtividade e reduziu o tempo necessário para liberar os resultados dos exames. Esta ação foi resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Os números refletem a importância desse trabalho: o Lacen realizou mais de 18 mil exames mensais e quase conseguiu cobertura total de pré-natal, com exceção de dois municípios. Além disso, foram implementados diagnósticos de raiva animal por PCR e ações de vigilância do mosquito Aedes aegypti, com uso de ovitrampas.
No projeto “Sergipe é Aqui”, uma ação itinerante do Governo de Sergipe, o Lacen já fez mais de 57 mil exames, atendendo aproximadamente 5 mil pessoas em 2025.
O superintendente do Lacen, Cliomar Alves, enfatizou que os resultados representam um trabalho contínuo e colaborativo. “Estamos prontos para avançar ainda mais em nossos diagnósticos e fortalecer a vigilância em saúde no estado”, destacou.
O Lacen realiza investigações de mais de 250 tipos de diagnósticos laboratoriais nas áreas de biologia médica, animal e ambiental. Suas análises cobrem diversas doenças de notificação compulsória, incluindo HIV/Aids, hepatites virais, dengue, zika, chikungunya, febre amarela, sarampo, rubéola, hanseníase, tuberculose, raiva e leptospirose, entre outras.