O Rio Grande do Norte voltará a fazer parte do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (SUS) após 13 anos. A informação foi divulgada durante um evento no Centro Administrativo na última quinta-feira, dia 11, com a presença de autoridades estaduais e representantes do Ministério da Saúde. O programa vai disponibilizar R$ 4 milhões para o estado em 2025.
O objetivo do programa é estimular a pesquisa científica, contribuindo para o fortalecimento do SUS e a melhoria da saúde pública. A governadora Fátima Bezerra afirmou que a liberação desse investimento é resultado do esforço para organizar o sistema de fomento à pesquisa no estado. Ela destacou ainda que essa iniciativa é um passo importante para melhorar a qualidade de vida da população local.
Dentre os R$ 4 milhões, o Governo do Estado investirá R$ 1 milhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e da Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (Fapern). Os outros R$ 3 milhões serão repassados pelo Ministério da Saúde, em colaboração com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, enfatizou o potencial inovador do SUS, que pode ser um grande campo de pesquisa e desenvolvimento. Ele reconheceu que o sistema sofreu com investimentos reduzidos durante a gestão federal anterior, mas agora é possível ver um horizonte mais positivo, onde recursos voltados à ciência fazem parte da reconstrução do país.
O programa apresenta uma chamada pública que abrange quatro áreas principais: regionalização, gestão do trabalho e educação, sistemas de informação e atenção à saúde. Além disso, conta com 41 linhas de pesquisa específicas. Os resultados desse edital devem ser divulgados em julho.
Gilton Sampaio, diretor-presidente da Fapern, ressaltou que o planejamento do edital foi realizado com foco nas necessidades da rede pública de saúde, buscando estimular a regionalização e conectar as pesquisas às demandas locais.
A coordenadora-geral de pesquisas do Ministério da Saúde, Patrícia Couto, também ressaltou a importância do programa para o avanço da ciência em todo o país, afirmando que os investimentos realizados visam aprimorar as condições de atendimento do SUS à população.