Na semana do confronto decisivo contra o São Paulo, que fazia parte das quartas de final da Libertadores, muitos apontavam que o vencedor ali seria o futuro campeão do torneio. O jogo, realizado no Morumbi, foi intenso. Após abrir o placar com 1 a 0, a equipe viu o São Paulo empatar, mas conseguiu levar a partida para os pênaltis e, ao vencer, elevou sua confiança rumo ao título.
A trajetória para o título foi construída jogo a jogo, com a confiança aumentando a cada fase superada. Apesar da excitação por estar se aproximando da final, muitos jogadores enfatizavam que estavam concentrados nas próximas partidas, como a importante disputa contra o Palmeiras no Allianz Parque, seguida pela viagem à Argentina para a final da Libertadores e, logo após, um jogo decisivo do Brasileirão contra o Internacional. Cada partida era encarada como uma final.
Na véspera da final, o reconhecimento do gramado foi um momento de reflexão e oração. O jogador revisitou suas experiências na carreira e mentalizou as jogadas que precisava fazer. No dia do jogo, a rotina foi mantida com uma alimentação leve e uma sessão de fisioterapia, onde se interagiu descontraidamente com os companheiros. Ele seguiu para o estádio fazendo seu ritual de pré-jogo, que incluía mobilidade, alongamento e ativação.
Uma expulsão inesperada ocorreu logo no início do confronto contra o Atlético-MG. O jogador rebateu uma bola e, ao tentar disputar outra, escorregou e cometeu uma falta. O árbitro inicialmente mostrou cartão amarelo, mas ao notar o sangue na cabeça do adversário, voltou atrás e aplicou o cartão vermelho. O atleta expressou preocupação, reconhecendo a gravidade da situação e a importância do jogo.
Ele descreveu aquele momento como um dos mais difíceis da sua carreira, mas que também o fez mais forte. Após ser expulso, passou um tempo lamentando, enquanto aguardava para realizar o teste de doping. Ele assistiu ao restante da partida de uma sala restrita, apoiando mentalmente seus colegas e ansiando por notícias de sua família, que estava no estádio.
Durante a partida, o jogador soube que seu time havia marcado e, apesar de não poder estar em campo, viveu as emoções intensamente. A sensação de expectativa era forte, especialmente pelo peso histórico do jogo. Ao final, quando o juiz apitou o término da partida, o alívio tomou conta e ele, mesmo em choque, se emocionou ao ser acolhido pelos companheiros.
A vitória na final da Libertadores foi um momento de grande alegria, ressaltando a conquista como o ápice do trabalho da equipe. Após a partida, brincadeiras surgiram entre os colegas sobre sua expulsão, e ele se comprometeu a pagar churrasco para todos, rindo da sua situação.
A festa pela conquista na Argentina foi intensa e, ao retornar ao Brasil, a celebração continuou com um trio elétrico lotado de torcedores. No entanto, logo após essa comemoração, o time teve que se preparar para um jogo desafiador contra o Internacional no Brasileirão. Mesmo sem ter jogado a final, ele se sentia cansado pela balbúrdia da festa.
O trabalho não parou por ali, e logo mais, enfrentou outro desafio contra o São Paulo. A temporada estava perto do fim e ele enfrentou uma lesão nas costas que o deixou inseguro em campo. Apesar das dificuldades, ele conseguiu marcar um gol decisivo que garantiu mais um título para o clube.
Reviver aquele momento do gol em meio a tantas adversidades foi motivo de muita emoção, ainda mais pela lembrança do que passou na final da Libertadores. Ele gostaria de ter vivido aquela experiência sem a expulsão, mas reconhece que é parte da trajetória como atleta e que cada desafio traz aprendizado.