25/03/2026
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Homem guarda rocha acreditando ser ouro e faz descoberta valiosa

Homem guarda rocha pensando ser ouro e descobre que é mais preciosa • DOL

Em 2015, David Hole estava utilizando seu detector de metais no Parque Regional de Maryborough, próximo a Melbourne, na Austrália, quando fez uma descoberta surpreendente. Ele encontrou uma pedra grande, marrom-avermelhada e coberta por argila, que despertou sua curiosidade. David suspeitou que poderia haver uma pepita de ouro dentro da rocha, já que a região é conhecida por sua rica história na corrida do ouro do século 19. Convencido do seu achado, ele levou a pedra para casa com a intenção de abri-la.

David tentou várias técnicas para quebrar a rocha. Ele usou uma esmerilhadeira, uma serra de rocha e uma furadeira. Até mesmo tentou mergulhá-la em ácido e, após esses esforços, utilizou uma marreta, mas sem sucesso. Frustrado, decidiu levar a rocha ao Museu de Melbourne para uma análise mais detalhada. A avaliação revelou que a rocha era, na verdade, um meteorito—um achado muito mais raro do que ouro.

Este meteorito é apenas o 17º encontrado no estado de Victoria, enquanto milhares de pepitas de ouro já foram descobertas na região. O geólogo Dermot Henry, do Museu de Melbourne, explicou que mesmo em suas décadas de experiência, só presenciou a confirmação de um meteorito verdadeiro em duas ocasiões, já que muitas pessoas acreditavam ter encontrado um, mas não era o caso.

Os pesquisadores logo notaram que o peso da rocha estava acima do normal para uma pedra terrestre. O geólogo Bill Birch comentou que, ao segurar uma rocha semelhante, a expectativa era que ela se mostrasse mais leve. Além disso, a aparência do meteorito era notável, com pequenas covinhas em sua superfície, resultado do derretimento ao atravessar a atmosfera, que moldou sua forma.

Pesando 17 quilos, o meteorito revelou mais surpresas quando os cientistas utilizaram uma serra diamantada para remover uma pequena amostra e a examinaram sob um microscópio. Descobriram que o material tinha um alto teor de ferro, além de conter cristais metálicos espaciais chamados côndrulos, que, quando vistos ao microscópio, exibem formações multicoloridas impressionantes.

A datação por carbono indicou que o meteorito havia estado na Terra por um período entre 100 a 1.000 anos, e há registros de avistamentos de quedas de meteoritos entre 1889 e 1951 que podem coincidir com sua chegada ao planeta. Contudo, ele já havia viajado pelo espaço por pelo menos 4,6 bilhões de anos, época que remonta à formação do Sistema Solar. As descobertas dos pesquisadores foram detalhadas em um artigo na revista Proceedings of the Royal Society of Victoria.

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