05/02/2026
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Imaginar positivo altera o cérebro rapidamente

Resumo

Imaginando uma interação positiva com alguém, a gente pode acabar gostando mais dessa pessoa. Além disso, isso pode mudar a forma como guardamos informações sobre ela na nossa cabeça. Durante essas imaginações, os participantes mostraram que preferiam mais as pessoas que imaginaram de forma divertida. Escaneando os cérebros, os cientistas observaram padrões de atividade semelhantes aos que surgem quando aprendemos com experiências reais que trazem recompensas.

Esses achados revelam que a imaginação não é apenas um processo passivo; ela pode moldar nossas expectativas, motivação e escolhas futuras. Isso pode abrir novas possibilidades para melhorar relacionamentos, diminuir a ansiedade social e aumentar o desempenho em várias áreas, como esportes e música, por meio de imagens guiadas.

Fatos Relevantes

  • A Imaginação Molda Preferências: Participantes passaram a gostar mais de pessoas depois de imaginar encontros positivos com elas.
  • Ativação do Circuito de Recompensa: As áreas do cérebro ligadas ao aprendizado por recompensa reagiram a experiências imaginadas como se fossem reais.
  • Potencial Prático: Imagens guiadas podem ajudar na saúde mental, diminuição de conflitos e desenvolvimento de habilidades.

O que a imaginação e a memória têm em comum

Pesquisas anteriores mostram que as regiões do cérebro que nos ajudam a lembrar do passado também são acionadas quando imaginamos o futuro. Crianças começam a desenvolver a capacidade de imaginar e lembrar por volta dos 3 anos. Já em adultos mais velhos, essas habilidades podem diminuir na mesma faixa etária. Pessoas que sofreram danos nas áreas de memória do cérebro têm dificuldades para imaginar novas experiências.

Se a memória e a imaginação são tão parecidas, teóricamente, as pessoas deveriam ser capazes de aprender com eventos que apenas imaginaram. Para testar essa teoria, pesquisadores recrutaram 50 voluntários para um estudo com imagem cerebral.

Os experimentos focaram no chamado “erro de previsão de recompensa”, um fenômeno que ajuda a formar preferências e desenvolver hábitos. Esse mecanismo funciona assim: quando encontramos algo que nos dá mais recompensa do que esperávamos, nosso cérebro libera dopamina, o que indica que gostamos daquilo. Quanto maior a surpresa, maior é esse “erro de previsão”, fortalecendo as conexões neurais que guardam essa preferência.

Para ver se uma interação imaginada ativaria as mesmas áreas do cérebro, os pesquisadores pediram aos participantes para listar 30 pessoas e ranqueá-las de acordo com o que eles gostavam, eram neutros ou não gostavam. Dentro de um aparelho de ressonância magnética funcional (fMRI), os participantes foram apresentados a nomes de pessoas que ficaram em um nível neutro. Eles deveriam imaginar, com clareza, durante 8 segundos, uma experiência positiva ou negativa com essas pessoas.

Os Resultados

Os participantes começaram a ter preferência pelas pessoas com quem imaginaram se divertir. Em um teste posterior, eles disseram que gostavam mais dessas pessoas. A mágica aconteceu nos escaneamentos cerebrais: durante as imaginações, a parte do cérebro ligada à previsão de recompensas mostrou atividade intensa quando havia um “erro de previsão” maior. Essa região trabalhou junto com outra parte do cérebro, que ajuda a armazenar memórias de indivíduos.

“A pesquisa mostra que podemos aprender com experiências imaginadas e que isso acontece de forma muito semelhante a quando aprendemos com experiências reais”, disse um dos pesquisadores.

Aplicação da Imaginação na Vida Real

As aplicações práticas da imaginação em terapia são amplas. Por exemplo, em vez de enfrentar medos de forma direta, as pessoas poderiam imaginar essas experiências e ainda assim obter resultados semelhantes. Para aliviar tensões no trabalho, é possível imaginar momentos descontraídos com um colega com quem não se sente à vontade.

Por outro lado, a imaginação também pode ter seus lados negativos. Pessoas que lidam com ansiedade e depressão costumam imaginar coisas negativas de forma intensa, e isso pode agravar a situação. “Você pode pintar o mundo de preto só por imaginar isso”, comentou outro dos especialistas.

Nesse estudo, não foi observado que imaginar experiências negativas com pessoas fizesse os participantes gostarem menos delas, e os autores pretendem investigar mais para entender essa dinâmica. O recado por enquanto é claro: ao imaginar relacionamentos melhores, talvez eles possam se tornar reais.

Perguntas Frequentes

Q: As experiências imaginadas podem mudar preferências reais?
A: Sim. Os participantes gostaram mais de pessoas quando imaginaram momentos positivos com elas.

Q: Como o cérebro reage a encontros imaginados?
A: O mesmo circuito de aprendizado por recompensa que se ativa em situações reais também é acionado, indicando que uma nova preferência está sendo estabelecida.

Q: Quais são as implicações práticas?
A: Técnicas baseadas em imaginação podem ajudar a construir relacionamentos melhores, reduzir a ansiedade e apoiar intervenções terapêuticas ou de desempenho.

Conclusão

Esse estudo oferece um panorama empolgante sobre como a imaginação pode influenciar nossas vidas e relacionamentos de forma significativa. O que fica é a possibilidade de que, ao imaginar interações positivas, possamos, de fato, melhorar a maneira como nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor. A vida social, a saúde mental e o desenvolvimento de habilidades podem ser potencialmente beneficiados apenas pela forma como imaginamos as situações futuras.

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